• O gestor Rui Pedras foi convidado para integrar a gestão executiva do BIC Portugal, o grupo luso-angolano liderado por Mira Amaral, que há um ano adquiriu ao Estado o Banco Português de Negócios (BPN), aguardando apenas a autorização do Banco de Portugal para assumir o cargo.

  • O Estado deverá gastar em 2013 mais 30 milhões de euros em encargos com a privatização do BPN. A despesa extraordinária prevista pelo Governo para 2012 é de seis milhões de euros, o que que faz com que, nestes dois anos, os encargos fiquem próximos do montante que o Estado recebeu do BIC Portugal pela compra da instituição.

  • A proposta de conclusões da comissão de inquérito ao BPN defende que o preço de venda ao BIC, 40 milhões de euros, foi o possível e que a intervenção do primeiro-ministro evitou a liquidação do banco.

  • O banco BPN representará um encargo líquido de 3405 milhões de euros para os contribuintes portugueses. Este valor consta da proposta de conclusões finais da Comissão Parlamentar de Inquérito ao processo de nacionalização, gestão e alienação do banco que acabou por ser vendido por 40 milhões de euros aos angolanos do banco BIC.

  • O Partido Socialista considera que as respostas do primeiro-ministro à comissão parlamentar de inquérito do BPN confirmam que a venda do banco, já este ano, ao BIC foi “ruinosa para os portugueses” e que é uma venda “cheia de opacidade”. “É ruinoso como negócio e também como procedimento é algo que está cheio de opacidade e competirá agora à comissão de inquérito elucidar até ao fim [o processo de venda do banco]”, afirmou à Lusa o deputado José Junqueiro.