Jornalista
Hugo Torres
Há uma geração que se fez online, como outras se fizeram no café ou nas garagens. Uma geração que se conheceu no IRC, no ICQ, no MSN, no email, no MySpace, no hi5, no LinkedIn, no Facebook, no Twitter; que jogou mais à bola com os dedos do que com os pés. Para quem, pertencendo a essa geração, nasceu na Póvoa de Varzim, estudou em Braga, estagiou no Porto e vive em Lisboa, a rede é o seu ambiente familiar. Tanto mais a trabalhar online desde 2004 – na webzine Rascunho, no universitário ComUM, nos festivais Curtas Vila do Conde e IndieLisboa, no desportivo A Bola e, finalmente, no PÚBLICO. A pegada digital é considerável. Mas o umbigo interessa pouco. Como se formam comunidades na rede, o que fazem, o que têm a dizer? Eis o que me ocupa.
