Artigos deste autor

  • 1. Passei os primeiros 18 dias de Dezembro em Portugal (Lisboa-Beiras-Trás-os-Montes-Porto). No ponto mais frio acabava de nevar. Quando voltei ao Rio de Janeiro era o Verão mais quente desde 1915 e Caetano Veloso cantava na net, no mp3, no carro da minha amiga: “O meu lábio não diz?/ O meu gesto não faz?/ Sinto [...]

  • 1. Na primeira semana de Novembro, o poeta palestiniano Najwan Darwish saiu de Jerusalém para o Morro dos Prazeres, Rio de Janeiro. Era a primeira festa literária das favelas, a FLUPP, com vários convidados internacionais. Najwan viu a vista lá de cima: o verde de Santa Teresa, os arranha-céus do Centro, uma nesga da Guanabara. Por trás da cabeça dele, em letras garrafais, estava escrito UPP: Unidade de Polícia Pacificadora. Do lado direito da paisagem, uma piscina abandonada por anos de tiroteio. Os Prazeres eram um morro de bala perdida. Agora são um palco com um sírio, um alemão, um palestiniano, todos a falarem de como é escrever no meio da guerra.

  • A três dias do Natal de 1938, Arthur Bispo do Rosário, um nordestino, negro e semi-analfabeto, empregado numa família burguesa do Rio de Janeiro, acordou e foi ter com o patrão: recebera uma missão de Deus. Crendo-se guiado por anjos, saiu então pelas ruas até ao Mosteiro de São Bento, o mais antigo da cidade, [...]

  • 1. Na primeira semana de Novembro, o poeta palestiniano Najwan Darwish saiu de Jerusalém para o Morro dos Prazeres, Rio de Janeiro. Era a primeira festa literária das favelas, a FLUPP, com vários convidados internacionais. Najwan viu a vista lá de cima: o verde de Santa Teresa, os arranha-céus do Centro, uma nesga da Guanabara. [...]