A próxima versão do sistema operativo da Microsoft vai chegar aos mercados europeus sem ter o browser Internet Explorer pré-instalado. A decisão foi tomada para responder às preocupações da União Europeia com práticas anti-concorrenciais por parte da empresa.
O Internet Explorer vai poder ser instalado tanto pelos clientes, como pelos fabricantes de computadores que tenham o Windows pré-instalado nos seus equipamentos, mas não fará parte das aplicações incluídas no sistema operativo - algo que já não acontecia desde que a empresa decidiu integrar o browser no Windows 98.
Incluir o Internet Explorer 4 no sistema operativo Windows foi a jogada que permitu à Microsoft ganhar a chamada "guerra dos browsers" de finais da década de 1990, conseguindo relegar o browser Netscape para um afastado segundo lugar.
A Comissão Europeia disse em Janeiro que ia investigar se o facto de o Internet Explorer estar integrado no Windows podia ser uma prática de concorrência desleal. As decisões europeias neste campo não costumam ser favoráveis à Microsoft.
O Internet Explorer é actualmente o browser mais usado em todo o mundo, mas tem vindo a perder terreno para o Firefox, um sucedâneo do Netscape mantido pela fundação sem fins lucrativos Mozilla e que conta com financiamento da Google (que lançou mais recentemente o browser Chrome).


