No mundo informatizado, muitas pessoas têm boa parte das respectivas vidas online: contas de e-mails atafulhadas de correspondência, blogues, fotografias em sites de partilha, vídeos no YouTube. Junte-se a isto todo o tipo de informação em redes sociais como o Facebook, contas em serviços como o iTunes ou o eBay. A lista é extensa. E tudo está protegido com uma palavra-passe que, frequentemente, mais ninguém conhece. O problema: o que acontece quando o utilizador morre?
Foi a pensar no problema do legado digital que surgiu um serviço americano chamado Legacy Locker. A empresa promete dar um destino adequado à vida digital após a morte do utilizador.
O conceito é simples: o site permite guardar os dados de acesso a cada tipo de serviço online que precise de identificação (a conta de administração de um blogue ou do eBay, por exemplo) e determinar a quem devem esses dados ser entregues quando o utilizador morrer.
O site cobra 300 dólares (218 euros) por um serviço vitalício. Em alternativa, é possível pagar apenas pouco menos de 22 euros por ano (financeiramente, a modalidade de pagamento anual é apenas aconselhável a quem pensar ter menos de dez anos de vida pela frente). Quem quiser apenas experimentar, pode testar o serviço gratuitamente, embora com muitas limitações.
O Legacy Locker, no entanto, não resolve todos os problemas. Dentro de alguns anos, serão as próprias empresas fornecedoras dos vários serviços online a deparar-se em grande escala com uma questão que ainda é residual: o que fazer aos dados de um utilizador que morreu?
Algumas companhias têm a questão prevista. A Google, por exemplo, clarifica que uma conta no GMail será apagada após nove meses de inactividade.
Para além do Legacy Locker, há outros sites que procuram fazer negócio a preservar a vida digital dos clientes. O Asset Lock é um deles - permite guardar cópias digitais de vários documentos (incluíndo e-mails), bem como deixar uma espécie de testamento online e outras informações que o utilizador julge importantes.


