Investigadores da Universidade St. Andrews (Reino Unido) apresentaram uma bateria espectacular: vai-se recarregando enquanto funciona, graças ao ar ambiente.
Peter Bruce e colegas, os “pais” do sistema STAIR (St. Andrews Air), dizem que se torna assim possível desenvolver (finalmente!) fontes de alimentação – para computadores portáteis, telemóveis e até carros eléctricos – baratas, ecológicas e com uma autonomia que poderá ser até dez vezes maior do que a das actuais baterias de óxido de lítio-cobalto.
O segredo, explicam, foi substituir este componente químico por outro, feito de carbono poroso – que respira, literalmente. A bateria é primeiro carregada normalmente, mas a seguir é o carbono que se encarrega de renovar a carga, ao reagir com o oxigénio do ar – até ao carregamento seguinte na tomada de corrente: “É o oxigénio do ar que é utilizado como reagente”, explica Bruce em comunicado.
E como o dispositivo já não precisa de incluir o óxido de lítio-cobalto, isso torna-o, ainda por cima, mais leve e deve permitir reduzir o seu tamanho. Os cientistas prevêem comercializar as novas baterias num prazo de cinco anos.


