A Telefónica anunciou hoje a sua entrada no capital social do Tuenti, uma rede social muito popular em Espanha, muito usada pelos jovens entre os 14 e os 20 anos. De acordo com fontes próximas desta operação citadas pelo “El País” a Telefónica terá comprado 90 por cento do capital desta rede social por 70 milhões de euros. A confirmar-se esta informação, a operação deixa apenas 10 por cento do capital nas mãos dos seus actuais donos, entre cujos accionistas se contam os criadores da rede e a família Polanco, fundadora do grupo Prisa.
A rede Tuenti foi criada em 2006 por Zaryn Dentzel, Félix Ruiz, Joaquín Ayuso, Adejemy e Kenny Bentle (que se vão manter em funções na empresa) e representa, em Espanha, uma competição aguerrida ao omnipresente Facebook.
As negociações entre a Telefónica e a Tuenti começaram na Primavera passada, mas a compra da Vivo - assunto que ficou encerrado na passada semana e que tanta tinta fez correr em Portugal - tinha deixado esta operação em segundo plano.
De acordo com o “El País”, a Telefónica não quer estar ausente do mundo das redes sociais. Já tinha, aliás, experimentado este mercado com a Keteké, mas a experiência acabou por falhar com esta rede orientada sobretudo para o mercado dos telemóveis e que, segundo o “El Mundo”, foi alvo de críticas desde o primeiro momento.
O negócio das redes sociais tem conhecido uma popularidade extraordinária e transformou-se num objecto de desejo para os ISP (Internet Service Provider, os fornecedores de acesso à rede), que vêem neste negócio um modo de fidelização dos seus clientes, sobretudo os mais jovens (entre os 14 e os 20 anos), que representam o grosso dos utilizadores mais activos no Tuenti.
Por seu lado, ainda segundo o “El País”, a rede social necessita de um sócio financeiro forte para poder continuar a expandir o seu negócio e fazer frente ao seu rival, o Facebook, que tem mais de 500 milhões de utilizadores registados em todo o mundo.
A rede Tuenti destacou-se desde a sua criação na luta contra os perfis falsos e pela sua escrupulosa atenção aos direitos dos menores. Só este ano já eliminou cerca de 35 mil perfis de menores de 14 anos, numa tentativa de ganhar a confiança dos seus membros e em concordância com as regras da Agência Espanhola de Protecção de Dados e Defesa do Consumidor.


