• A diferença de idades prejudica o sexo?
  • Volta ilustrada à cidade
  • A nova padaria francesa da baixa lisboeta

Obama vai discutir questão durante visita a Moscovo

Rússia e Estados Unidos com ideias diferentes para travar ciberguerra

28.06.2009 - 17:08 Por PÚBLICO

  • Votar 
  •  | 
  •  0 votos 
A Internet pode se tranformar num novo campo de batalha A Internet pode se tranformar num novo campo de batalha (Andrew Wong/Reuters)
Os Estados Unidos e a Rússia vão discutir como combater a ciberguerra. Os dois países têm perspectivas diferentes para se travar os ataques que lançam o caos nos sistemas informáticos e Internet, e que podem representar um novo campo de batalha.

A reunião vai ser na próxima semana quando o Presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, visitar Moscovo, e na Assembleia Geral das Nações Unidas prevista para Novembro.

Os dois países têm uma filosofia diferente para enfrentar o problema. A Rússia defende um tratado entre os vários países como se fez com as armas químicas, que por exemplo permita banir nações que introduzam códigos maliciosos activados à distância, em caso de guerra.

Os Estados Unidos estão contra tratados que permitam aos Governos censurar na Internet, argumentando que este tipo de política tem o potencial de dar cobertura a regimes totalitários. Por outro lado, os responsáveis norte-americanos são da opinião que um tratado destes seria ineficaz já que é quase impossível saber se um ataque na Internet é proveniente de um Governo, de um hacker leal ao Governo ou de um terrorista que está a agir independentemente.

Os EUA sugerem antes uma coordenação entre as forças de segurança das nações, mas a Rússia teme que a ausência de um tratado permita uma corrida ao armamento que pode ter consequências graves. No entanto, os oficiais norte-americanos consideram que havendo uma cooperação para tornar o ciberespaço mais seguro contra os actos criminosos, também estarão a torná-lo mais seguro contra campanhas militares.

“Nós acreditamos na defesa, defesa, defesa”, disse um elemento do Departamento do Estado norte-americano ao jornal “New York Times”, que pediu para não ser identificado. “Eles querem diminuir a capacidade ofensiva. Nós precisamos de ser capazes de criminalizar estes horríveis 50.000 ataques que sofremos todos os dias.”

As ameaças crescentes na Internet já chamaram a atenção dos governos em todo o mundo. Muitos países, incluindo os Estados Unidos, estão a desenvolver “armas lógicas” – escondidas em computadores capazes de congelá-los em momentos cruciais ou de causar danos nos circuitos –, sistemas espiões e aparelhos que emitem microondas capazes de queimar circuitos informáticos a quilómetros de distância.

Estatísticas

  • 747 leitores
  • 6 comentários

URL desta Notícia

http://publico.pt/1389115

Comentário + votado

pois

Pois é. É um lunático, mas mostra que sabe do que fala e fala correctamente do que sabe. Ao ...

Paulo Coelho

29.06.2009 13:31