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À venda dentro de dois meses

Primeiras impressões apontam defeitos ao iPad

28.01.2010 - 21:53 Por João Pedro Pereira

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Várias pessoas experimentaram ontem o iPad Várias pessoas experimentaram ontem o iPad (Kimberly White/Reuters)
Os rumores eram tantos e a expectativa tão grande em torno do novo aparelho da Apple que dificilmente a empresa conseguiria estar à altura. Mas, mesmo para quem não pôs a fasquia alta, o iPad parece ter trazido algumas desilusões.

Entre a imprensa e a blogosfera especializada abundam descrições de quem já pôs as mãos no iPad. O evento de apresentação, ontem, em S. Francisco, juntou analistas e jornalistas de tecnologia e, como habitual, a Apple disponibilizou aparelhos para serem experimentados durante algum tempo.

O preço – muito abaixo dos mil dólares que eram esperados – foi bem recebido. Mas as primeiras opiniões dão ideia de que a chegada às lojas (daqui a dois meses, para a versão sem conectividade 3G) não será fácil para o iPad.

Um dos pontos criticados no iPad é a ausência de câmara. Havia até quem esperasse duas, uma delas voltada para o utilizador, de forma a permitir vídeo-conferência.

Outro problema é o sistema operativo. O sistema é o mesmo do iPhone, com a vantagem de correr as 140 mil aplicações já disponíveis – mas isto significa que não é possível multitasking, ou seja, ter mais do que uma aplicação aberta ao mesmo tempo, algo que é há anos comum em qualquer computador.

Também já foi criticada a ausência de portas de ligação a outros dispositivos: não é possível introduzir um cartão de memória no iPad e também não há entradas USB.

Até já houve quem notasse que a moldura em torno do ecrã é demasiado larga e que a vista panorâmica (quando se coloca o iPad na horizontal, para ver filmes, por exemplo) tem o formato 4:3, típico das televisões mais antigas (isto quer dizer que a maioria dos filmes recentes, em 16:9, terá uma barra preta em cima e outra em baixo).

A funcionalidade de leitura de livros electrónicos, contudo, parece ser um ponto forte. A Apple vai lançar uma aplicação e uma loja de livros online e já tem acordos com várias editoras (por ora, apenas nos EUA). Além disto, será possível usar as muitas aplicações de e-books já disponíveis para o iPhone.

Ainda que o ecrã de tinta electrónica do Kindle e de outros leitores no mercado permita uma melhor leitura e uma poupança de bateria (e mesmo sendo estes aparelhos mais leves), o facto de o iPad oferecer muitas outras funcionalidades faz com que seja um concorrente sério para este sector.

Steve Jobs mostrou ontem ter noção de que criar espaço no mercado de consumo para um aparelho destes é uma tarefa difícil. "Para criar uma terceira categoria de dispositivos, estes dispositivos terão de ser muito melhores em algumas tarefas-chave", afirmou Jobs. "Que tipo de tarefas? Coisas como navegar na Web, e-mail, fotos, vídeo, música, jogos e livros electrónicos".

Ainda não é, contudo, certo que o iPad seja a melhor opção para este tipo de tarefas. E a pergunta já surgiu repetidamente na Web, vinda de quem já tem um smartphone e um computador: “Para quê comprar um terceiro aparelho?”

Por último, iPad poderá não ter sido a escolha ideal para o baptismo do novo aparelho. Não pela batalha legal com a Fujitsu, que comercializa um telefone com o mesmo nome. Mas porque pad é a palavra inglesa para “penso higiénico”. E as piadas em torno da ambiguidade semântica já abundam na Web.

Notícia alterada no dia 5 de Fevereiro de 2010, às 17h44


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Só Fala Mal Quem...

...não tem ou nunca ousou sequer experimentar trabalhar com macs, se tivermos em conta que ...

iMAKISUSHI

29.01.2010 04:23