Cinco por cento de todos os computadores da região da Europa, África e Médio Oriente que estão infectados para serem controlados remotamente por hackers estão em Portugal.
O valor surge no mais recente relatório da multinacional de segurança informática Symantec, apresentado hoje e cujos dados dizem respeito a 2009.
A Symantec divide o mundo em várias regiões. Na região da Europa, Médio Oriente e África (frequentemente conhecida por EMEA, a sigla inglesa) Portugal está em sétimo lugar na lista de países com mais computadores infectados por software malicioso que permite que as máquinas sejam controladas remotamente para vários tipos de actividade ilícita.
Um computador “zombie” (ou bot, abreviação de robot) normalmente faz parte de uma rede de computadores (chamada botnet) que pode ser usada, por exemplo, para o envio de spam e para conduzir ataques capazes de colocar sites em baixo.
Estas redes podem ser controladas directamente por quem as infectou, mas, com frequência, são alugadas a outros cibercriminosos.
No topo da lista de países com mais computadores “zombie” está a Alemanha (14 por cento), seguida da Itália, Espanha e Polónia (todas com 12 por cento dos computadores).
De acordo com a Symantec, a EMEA tem 48 por cento de todos os computadores bot do mundo. Em Portugal, estão dois por cento do total mundial.
O director técnico da Symantec portuguesa, Timóteo Menezes, sublinhou que, com frequência, as infecções informáticas devem-se a acções dos utilizadores, que têm comportamentos de risco, como aceder a sites perigosos ou instalar software que não conhecem.
O responsável chamou ainda a atenção para o problema do phishing, os e-mails que tentam enganar o utilizador, levando-o a aceder a sites que parecem de instituições legítimas, mas que visam roubar informação pessoal.
Menezes observou que, em Portugal, os bancos deparam-se com frequência com este tipo de situações e que as mensagens de phishing são "cada vez mais sofisticadas".


