As autoridades espanholas prenderam dez pessoas que estavam a praticar várias formas de roubo de identidade online. A polícia estima que o grupo poderia ter chegado a fazer 800 mil euros, defraudando mais de uma centena de cibernautas.
O grupo (que funcionava de forma altamente organizada, sublinhou a polícia, citada pelo espanhol El País) enviou meio milhão de mensagens por e-mail, com as quais tentava persuadir os destinatários a aceder a sites falsos – uma técnica comum, que se chama phishing e cujo sucesso depende de o utilizador acreditar que está a aceder a um site legítimo.
Um dos sites era uma imitação de um serviço público espanhol, outro copiava o site de uma empresa de remessa de dinheiro.
O objectivo era obter dados pessoais, de cartão de crédito e de contas bancárias. O grupo não usava esta informação apenas para fazer compras – tinha formas mais inventivas de fazer dinheiro.
Uma das técnicas passava por usar as identidades roubadas para criar contas em sites de leilões e vender produtos que não existiam.
Para além da técnica de phishing, o grupo também roubava identidades através de falsos anúncios de emprego e criava lojas online fictícias, cujos produtos nunca chegavam aos clientes.
Os detidos são romenos e o grupo era rigorosamente controlado por um cabecilha que, segundo as autoridades, mantinha os restantes numa situação que roçava a "semi-escravatura".


