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Defesa das crianças

Plataforma Internet Segura transforma-se em associação e tenta impedir acesso à pornografia infantil

18.11.2009 - 11:04 Por Lusa

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O principal objectivo desta estrutura informal é proteger as crianças e jovens que navegam ou poderão vir a navegar na Web O principal objectivo desta estrutura informal é proteger as crianças e jovens que navegam ou poderão vir a navegar na Web (Miguel Madeira)
A Plataforma Internet Segura, uma estrutura informal que visa proteger crianças e jovens que navegam na Web, vai constituir-se em associação, em Janeiro próximo, e tentar que Portugal adira a um programa que impede o acesso à pornografia infantil.
A Plataforma Internet Segura foi constituída em Setembro de 2007 através de um desafio lançado pela Associação de Mulheres Contra a Violência (AMCV).

O principal objectivo desta estrutura informal é proteger as crianças e jovens que navegam ou poderão vir a navegar na Web, promovendo uma reflexão alargada sobre a segurança na Internet.

Margarida Medina Martins, da AMCV, explicou ontem à Lusa que agora esta organização informal vai constituir-se em Janeiro próximo em associação cujo nome ainda não foi decidido.

Actualmente fazem parte da Plataforma 15 organizações, entre as quais a Comissão Nacional de Protecção de Crianças e Jovens em Risco, o Centro de Competência da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, a Confederação Nacional das Associações de Pais, a Comissão Nacional de Protecção de Dados e o Consórcio Internet Segura.

Integram ainda a estrutura informal a Fundação para a Computação Científica Nacional, UMIC-Agência para a Sociedade do Conhecimento, Deco-Associação Portuguesa para Defesa dos Consumidores, EuKids Online, Fundação para a Divulgação das Tecnologias de Informação, Instituto Português da Juventude, Miúdos Seguros Na.Net, Polícia Judiciária, Associação de Crianças Desaparecidas e Rede de Bibliotecas Escolares.

No futuro, estas entidades e outras que possam vir a aderir - explicou Margarida Medina Martins - passam a integrar uma associação que irá trabalhar nesta área da protecção de crianças e jovens na Internet.

Um dos projectos já em curso será tentar trazer para Portugal - desafiando nesse sentido o Governo português - um programa já instalado noutros países que permite impedir o acesso a sites de pedofilia.

“Já pedimos reunião com o Ministério da Justiça para que se possa começar a trabalhar”, disse.

A Noruega, país mentor do projecto, denominado CIRCAMP, foi o primeiro a dar o passo na execução e aplicação de um filtro do género, ao qual se seguiu a Dinamarca e a Suécia.

Para que este projecto possa ser criado tem de ter a colaboração dos fornecedores de Internet de cada país para que estes se comprometam a evitar o acesso a sites onde se comercialize pornografia infantil.

Margarida Martins disse ainda que no âmbito da associação a criar em Janeiro será constituído um fórum alargado que integrará outros parceiros como a Google, que já se manifestou interessada em participar.

Relativamente à Google, adiantou, é feito o desafio para que divulgue e apresente as boas práticas que afirma ter em matéria de segurança de crianças e jovens na Internet.

Já a responsável da Google pelas questões de privacidade e propriedade intelectual em Portugal e Espanha, Bárbara Navarro, disse à Lusa que a empresa está interessada em participar em todas as estratégias que visam a protecção das crianças e dos jovens face aos perigos da Internet.

Bárbara Navarro adiantou que a empresa tem de raiz essa política de protecção ao nível dos seus produtos com ferramentas online, além de ter produzido um manual de segurança da família na Internet e de cooperar com entidades de diversos países em iniciativas de sensibilização nas escolas para os perigos da Web.

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Comentário + votado

Think of the children

Concordo plenamente com FeaG de Lisboa, deve-se educar as pessoas para os perigos da internet. Mas ...

Joao

19.11.2009 03:47

X

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