PJ recebeu 17 queixas por mês da Linha Internet Segura

08.02.2010 - 20:40 Por João Pedro Pereira, com Lusa
No ano passado, a Linha Alerta Internet Segura, um serviço para denúncia de conteúdos ilegais online, recebeu 224 queixas por mês. Destas, uma média de 17 por mês foram consideradas passíveis de investigação e encaminhadas para a Polícia Judiciária.
As queixas que acabam por chegar à polícia estão relacionadas com pornografia de menores, com conteúdos racistas e xenófobos, e com apelos à violência, observa Luís Magalhães, presidente da UMIC-Agência para a Sociedade do Conhecimento, uma das entidades que gere o projecto.
O responsável dá ainda uma explicação para os muitos alertas que são recebidos pela linha, mas que acabam por não dizer respeito a qualquer prática ilegal: “As pessoas têm tendência a indicar coisas que as incomodam e que não estão de acordo com a sua forma de ver o mundo. Como a pornografia de adultos”.
Das queixas apresentadas, apenas três por cento dizem respeito a conteúdos alojados em computadores portugueses, sublinha ainda Luís Magalhães. Nos restantes casos, a linha procura avisar serviços homólogos nos países em causa e a PJ comunica com autoridades estrangeiras.
Esta linha de denúncia faz parte do Internet Segura, um consórcio que arrancou em 2007 e que integra ainda um portal com técnicas para evitar perigos online, iniciativas nas escolas e centros públicos de acesso à Internet.
Para hoje, Dia Europeu da Internet Segura, a Microsoft portuguesa (que também é membro do consórcio) tem agendada uma acção de sensibilização em 61 escolas.

