A Google anunciou que está “trabalhar activamente” para encerrar os perfis de empresas que estão a proliferar no Google+, apesar de esta nova rede social ainda estar em fase de experimentação. A empresa norte-americana pede paciência e promete uma versão optimizada para marcas até ao final do ano.
“A experiência empresarial que estamos a criar deve superar em muito o perfil de consumidor em termos de utilidade para as empresas”, antecipa o gestor de produto, Christian Oestlien, na sua página pessoal no Google+. “Pedimos apenas a vossa paciência enquanto a construímos.”
“Entretanto, estamos a desencorajar as empresas a usar os perfis normais para se ligar aos utilizadores do Google+. A nossa equipa de política empresarial trabalhará activamente com os donos desses perfis para apagar as contas de não-utilizadores”, acrescenta Christian Oestlien. O responsável assegura que a espera compensará.
“A forma como os utilizadores comunicam uns com os outros é diferente de como eles interagem com as marcas”, recorda Oestlien, que promete o lançamento de uma versão empresarial do Google+ “ainda este ano”. O apelo está, no entanto, longe de surtir efeito e as marcas estão a dar os primeiros passos na rede.
É o caso da Mashable, site de informação de referência na área da tecnologia, cuja página no Google+ é já muito popular. O artigo que dedica ao assunto é assinado pelo editor Ben Parr, que lembra que “o mesmo aconteceu com o Google Buzz, o Facebook, o Twitter, o Foursquare e com inúmeras redes sociais”. Todavia, diz-se surpreendido por a Google não estar “mais preparada” para a vaga de marcas que tem aderido ao Google+: “As marcas gostam de ir para onde os clientes estão”.
O PÚBLICO está desde o início desta semana no Google+, que tem acesso restrito (por convite). Esta nova rede social registou, nos primeiros 12 dias (contados até ontem), uma taxa de crescimento de 280 por cento, segundo os dados oficiais. Em termos absolutos, o Google+ já ultrapassou a barreira dos cinco milhões de utilizadores.


