Afinal o que é que sabemos de concreto sobre o novo produto que a Apple vai lançar esta manhã em San Francisco? Eis o sumário da repórter da CNET, Erica Ogg: "Nada. Absolutamente nada". Mas isso não tem impedido os jornalistas da "especialidade", os bloggers amantes e detractores da Apple e milhares de frequentadores de fóruns sobre a marca de escrever extensivamente sobre o assunto.
"Há alguma coisa mais importante no mundo?", questionava-se um editor da InfoWorld, para concluir que "o tablet da Apple é a única coisa que importa".
Desde que Steve Jobs, o CEO da Apple, apresentou o iPhone há três anos, que não se gerava semelhante expectativa por um novo equipamento electrónico. O rumor disparou quando os jornalistas e analistas receberam um convite para um novo lançamento, na semana passada. E a loucura atingiu o auge na segunda-feira, quando o sempre discreto Jobs confessou que o que vai ser apresentado "é a coisa mais importante" em que jamais trabalhou.
Na ausência de fugas de informação, a imprensa especializada especula sobre como deverá ser - e não ser - a futura "tabuinha" da Apple, chamada iTablet, ou iPad. Ou então iSlate, outro dos nomes que a empresa registou. Deverá oferecer ao utilizador uma nova experiência, revolucionando a maneira como interagimos com a tecnologia, diz a ZDNet. Não pode ser só um "super iPod", tem de ser um "mini-MacBook". A BlackBook Magazine antecipou as "Dez coisas que o iPad não vai fazer por ti de maneira nenhuma": "Apaixonar-se; envelhecer ao teu lado; vender-te drogas; garantir-te dinheiro fácil; ter relações sexuais contigo; tornar-te mais esperto; ou mais eficiente..."
O frenesim mediático é alimentado em novas secções dos jornais intituladas "Rumores do tablet da Apple - o que há de novo esta semana", ou em fóruns que especulam sobre o tablet. A companhia manteve a postura habitual: nem um único comentário.
Um blogger que rebaptizou o seu website com o nome Jesus Tablet explica que, "segundo a tradição da Apple, este vai ser um equipamento que nós não sabíamos que precisávamos mas sem o qual acreditamos que não vamos poder viver. Quando a nossa casa estiver a arder, vamos salvar o cão e o iPad. É esse o seu potencial - incendiário!", escreve.


