Chama-se University of the People (Universidade do Povo) e funciona apenas em sistema de ensino à distância através da Internet. Foi anunciada esta semana pela ONU como sendo a primeira universidade do mundo onde não existem propinas.
Na University of the People pode inscrever-se qualquer pessoa com o ensino secundário completo e bom domínio da língua inglesa, mas a iniciativa destina-se sobretudo a quem não pode (por questões financeiras ou pela ausência de uma universidade geograficamente próxima) frequentar o ensino superior.
Por ora, a universidade oferece apenas dois cursos: de gestão (Business Administration) e de informática (Computer Sciences). A instituição, porém, não é reconhecida no sistema internacional, não confere graus e não permite a transferência de créditos a partir de outras universidades.
Para além das aulas online, o modelo de ensino vai fomentar a aprendizagem com os pares: os alunos serão divididos em turmas de 15 a 20 elementos, que deverão discutir e tirar dúvidas uns aos outros através de fóruns online e ferramentas de chat. Também há académicos e estudantes pós-graduados voluntários que darão apoio aos estudantes.
Embora não haja propinas, existe uma taxa de admissão (que, consoante o país, oscila entre os dez e os 50 dólares) e por cada exame os estudantes pagarão entre dez e 100 dólares.
Os responsáveis esperam ter "dezenas de milhares" de alunos inscritos, lê-se no site da universidade. Mas nesta fase de lançamento há um limite de apenas 300 matrículas. As inscrições estão abertas há menos de três semanas e estão matriculados cerca de 200 alunos.
A universidade precisa de 15 mil alunos e seis milhões de dólares (pouco mais de 4,3 milhões de euros) para assegurar o funcionamento. O fundador e presidente da universidade, Shai Reshef - um empreendedor israelita com anos de experiência em e-learning -, avançou com um milhão de dólares para lançar o projecto.


