Microsoft vai reduzir o armazenamento de dados de navegação para seis meses

19.01.2010 - 11:21 Por Agências
Em vez dos actuais 18 meses, a Microsoft anunciou a sua intenção de limitar a apenas seis meses o tempo de retenção dos dados de navegação dos utilizadores de Internet.
Esse tipo de dados – que cruzam as direcções de IP com os termos de pesquisa nos motores de busca – costuma ser utilizado para se conseguir identificar internautas que cometam crimes, como por exemplo a difusão de imagens e vídeos com conteúdos pedófilos.
A empresa “manterá a relação entre as direcções IP e as buscas associadas a estas durante seis meses”, indicou John Vassallo, conselheiro da Microsoft para os assuntos europeus, numa conferência em Bruxelas, indica o “El Mundo”.
Apesar de emanar das recomendações europeias, esta decisão será aplicada em todo o mundo, precisou um dos peritos da Microsoft para assuntos de protecção de dados, Brendon Lynch.
Este armazenamento de dados por um período máximo de seis meses faz cumprir a recomendação do “grupo do Comité 29”, formado por responsáveis da área da protecção de dados dos 27 países comunitários.
O facto de empresas como a Microsoft e a Google guardarem os dados que relacionam as buscas na Web com uma determinada direcção IP é objecto de debate há vários anos. Por cada busca efectuada por um utilizador em motores de busca como o Bing – da Microsoft – e o Google, estas empresas guardam os termos da pesquisa, bem como a direcção de IP da máquina onde foi feita a busca.
Cada utilizador recebe um número de IP do seu fornecedor de Internet. Apesar de a direcção de IP, por si só, não servir de elemento autónomo para identificar pessoas, ela poderá, porém, ser uma informação valiosa se for relacionada com outras “impressões digitais” deixadas pelo utilizador, como por exemplo o nome que utiliza para iniciar a sessão ou as suas “cookies”, escreve o “El Mundo”.
A Google já tinha decidido no ano passado limitar a nove meses – metade do que fazia anteriormente – o tempo de armazenamento desse tipo de informações. Findo esse prazo, esses dados tornam-se “anónimos”, ou seja, fica quebrado o elo entre as direcções de IP e os termos de pesquisa.

