Pela primeira vez, o Instituto Nacional de Estatística (INE) regista que mais de metade dos portugueses entre os 16 e os 74 anos usa computador. Os dados, divulgados hoje, revelam que 56 por cento dos agregados familiares têm acesso a um computador e que 51,4 por cento da população utilizam esta tecnologia.
O relatório, que diz respeito ao primeiro trimestre do ano (o que já integra os efeitos da distribuição de computadores e placas de Internet ao abrigo dos e-escolas e e-escolinhas), indica ainda que o acesso à Internet de banda larga passou a existir em 46,2 por cento dos agregados familiares – uma subida significativa face aos 39,3 por cento do ano passado.
No entanto, a penetração total de Internet (o que inclui banda larga e banda estreita) pouco mudou: 46 por cento dos agregados estavam online em 2008, valor que subiu ligeiramente este ano, para os 47,9 por cento.
Desde 2005, o INE contabilizou um crescimento médio anual de 24,4 por cento no que se refere à ligação por banda larga, de 11,7 por cento na ligação à Internet e de 7,7 por cento no acesso a computador a partir de casa.
Em Portugal, o fosso digital continua a ser marcado pelo grau de educação. Muito acima da média nacional, 86,8 por cento das pessoas com ensino secundário acedem à Internet – um número que sobe para os 92,6 por cento no caso das pessoas com ensino superior.
O INE regista ainda que 9,7 por cento dos inquiridos fizeram encomendas através da Internet, um aumento de mais de três pontos percentuais face a 2008, o que é a maior subida deste indicador desde 2005.
Lisboa é a região do país onde o acesso às Tecnologias da Informação e da Comunicação (TIC) é mais elevado, com 62,4 por cento dos agregados com computador (55,4 por cento com ligação à Internet), seguida da Madeira, com 58,3 por cento, e do Algarve, com 57,1 por cento. A maior proporção de utilizadores de computador também se regista nestas regiões, com Lisboa a liderar com 60,3 por cento dos indivíduos.
Os homens usam mais o computador e a Internet do que as mulheres, com 56,4 por cento contra 46,6 por cento. Por outro lado, a quase totalidade dos estudantes utiliza computador (99,3 por cento) e Internet (96,7 por cento) e entre os empregados estas percentagens são de 62,6 por cento e 56,5 por cento, respectivamente.
Notícia substituída às 13h39


