O presidente do conselho de administração da JP Sá Couto, Jorge Couto, reivindicou hoje a “paternidade” do computador Magalhães. “O Magalhães é uma marca registada da JP Sá Couto. A JP Sá Couto é o pai do Magalhães. Nós não abdicamos disso”, afirmou durante a comissão de inquérito à Fundação para as Comunicações Móveis (FCM).
A “paternidade” do computador Magalhães tem sido uma das questões colocadas pelos deputados da oposição nas sucessivas audições da comissão de inquérito. Hoje, Jorge Couto deixou claro que a ideia do projecto foi da JP Sá Couto.
O presidente do conselho de administração da JP Sá Couto disse também que a empresa de Matosinhos só teve a certeza que ia vender computadores para o programa e.escolinha, no âmbito do qual foram distribuídos os computadores Magalhães, quando chegaram as encomendas.
“Só tivemos a certeza que íamos vender um computadorzinho para o e.escolinha, quando nos chegou a encomendazinha”, afirmou, em resposta ao deputado do PSD Jorge Costa que o questionou sobre o facto de a empresa ter anunciado a produção de computadores entes de o Governo apresentar o programa e.escolinha.
O deputado do PSD também perguntou ao presidente do conselho de administração da JP Sá Couto se as características técnicas e preço máximo definidos pelo Governo para o computador que seria distribuído no e.escolinha apenas “encaixavam” no Magalhães. “Encaixavam no Magalhães e podiam encaixar noutros computadores”, respondeu Jorge Couto. O responsável admitiu, contudo, que, a nível de prazos, a empresa estava “mais preparada” para uma primeira entrega.
Recorde-se que os presidentes das operadoras de telecomunicações TMN, Vodafone e Optimus disseram, na comissão de inquérito, que o Magalhães era o único computador que cumpria todos os requisitos do programa e.escolinha.
“Relativamente às operadores dizerem que não encaixavam [outros computadores nos requisitos], se calhar não fizeram o seu trabalho”, afirmou o presidente do conselho de administração da JP Sá Couto.


