O iPhone 4 – o mais recente modelo do telemóvel da Apple – começa a ser vendido esta noite em Portugal, pela Vodafone e Optimus, os dois operadores portugueses que comercializam o aparelho. O modelo mais barato custa 659,90 euros.
O telemóvel é lançado à meia-noite em lojas seleccionadas em Lisboa e no Porto, e está a partir de amanhã de manhã à venda no resto do país.
Os preços são iguais nos dois operadores: 659,90 euros para o modelo de 16Gb e 779,90 euros para o de 32 Gb.
Para quem optar por um plano de pagamentos pós-pagos com fidelização, o custo de aquisição é substancialmente mais baixo: começa nos 199,90 euros no caso da Optimus e nos 229,90 euros na Vodafone.
Tanto a Vodafone como a Optimus mostraram-se satisfeitas com o volume de pré-encomendas. Mas não quiseram divulgar o número de clientes que se inscreveram online para reservar um aparelho.
“Podemos dizer que, à semelhança do que aconteceu nos lançamentos dos modelos anteriores do iPhone, este número é bastante elevado dada a expectativa criada”, adiantou apenas o director de marketing da Vodafone para o sector do consumo, Emanuel Sousa.
“Tivemos milhares de pré-registos, que só na primeira semana superaram os cinco mil”, revelou, por seu lado, Joana Ribeiro da Silva, uma responsável de marketing da Optimus.
Este é já o quarto do modelo do iPhone (o primeiro foi lançado em 2007) e o que mais controvérsia gerou. Quando foi posto à venda (estreou-se em Junho em cinco países), o aparelho foi quase de imediato alvo de uma avalanche de protestos por parte de clientes que se queixavam de perder o sinal de rede e ficar com conversas a meio.
O problema é a nova antena do iPhone, que está integrada na estrutura metálica colocada em torno do aparelho. Ao agarrar o telemóvel, a mão fica quase inevitavelmente em contacto com a antena – e causa interferências, levando a uma redução da captação do sinal.
A questão foi inicialmente desvalorizada pela Apple, que alegou que este problema afecta todo o tipo de telemóveis e aconselhou os clientes a pegarem no telemóvel de outra forma.
A empresa, porém, acabou por admitir a falha, despediu um dos executivos ligados ao desenvolvimento do iPhone 4 e decidiu oferecer aos clientes, até 30 de Setembro, uma capa para o iPhone, que, ao evitar o contacto directo com a mão, elimina o problema. Quem preferir, pode também ser reembolsado pela compra. A Apple está a trabalhar numa solução definitiva.
Ainda antes de ter sido posto à venda, o iPhone já criava controvérsia. Em Abril foram publicadas fotografias e um vídeo de um protótipo então secreto num popular blogue de tecnologia. O protótipo fora esquecido por um funcionário da Apple num bar. A pessoa que o encontrou acabou por vendê-lo ao site Gizmodo. A Apple reagiu com ameaças legais e apresentou uma queixa, que levou a polícia a entrar em casa do blogger que publicou as fotografias e apreender vários computadores.


