A Apple está em dificuldades para responder à procura do novo modelo do iPad. Em Portugal, muitas lojas viram esgotar o iPad 2 logo no primeiro dia.
Nas lojas TB Store (na Av. 5 de Outubro e no centro comercial Colombo, em Lisboa), o número de iPads não chegou sequer para dar resposta a todas as pré-encomendas.
“O stock não era muito grande”, admitiu ao PÚBLICO o gestor de produto e marketing da TB Store, Pedro Aniceto, que não quis falar em números. “Mas também houve muita procura”.
Segundo o Correio da Manhã, a loja FNAC do Colombo esgotou no primeiro dia de vendas as 140 unidades que tinha disponíveis. Já de acordo com o Diário Económico, as 150 unidades da loja m.Store, no centro de Lisboa, também esgotaram logo na sexta-feira.
No site da FNAC avisa-se que as encomendas do iPad 2 só serão atendidas num prazo de duas a quatro semanas. O site português da loja da Apple dá um prazo de espera de três a quatro semanas. Por seu lado, a TB Store espera receber mais unidades nos próximos oito dias e Pedro Aniceto considera que “o mercado estará regularizado em breve”.
Segundo relatos da imprensa europeia, também nos outros países da Europa a Apple e os retalhistas não conseguiram responder à procura inicial – algo que já se antecipava, dado o número reduzido de unidades disponibilizados tendo em conta as vendas no mercado americano. Nos EUA, onde o aparelho foi posto à venda no dia 11, também já se sente a escassez de oferta.
Parte do problema está no facto de os fornecedores de alguns componentes terem fábricas no Japão, onde a produção abrandou no seguimento do sismo – uma situação que já levou a um tropeção das acções da Apple, embora alguns analistas, citados pela imprensa internacional, já tenham dito que o efeito da catástrofe do Japão no fornecimento de material da Apple não deverá ser tão grande como inicialmente se pensou.
Apesar da dificuldade em responder à procura, o responsável da TB Store diz-se satisfeito por o iPad 2 ter chegado a Portugal ao mesmo tempo que aos restantes mercados europeus. No ano passado, o primeiro iPad só chegou em finais Novembro, já depois de ter sido posto à venda em vários outros países da Europa (incluindo Espanha) e quando alguns utilizadores portugueses já o tinham comprado no estrangeiro.
Para além da Europa, o iPad 2 ficou na sexta-feira disponível na Nova Zelândia, Austrália e Canadá. Devia ter sido posto à venda no Japão, mas o lançamento nipónico foi adiado. Em Abril, está previsto que chegue a Hong Kong, Singapura e Coreia do Sul.
Já o primeiro iPad – que desceu de preços logo após o anúncio do novo modelo – continua a ter procura em Portugal, nomeadamente por parte do mercado empresarial, adianta Pedro Aniceto, explicando que se trata de um mercado que não está tão interessado na maior rapidez e nas câmaras que são as novidades do iPad 2. “[O iPad 1] é uma ferramenta de trabalho mais acessível”.
Os números globais de venda do iPad 2 ainda não são conhecidos.


