O número de internautas no mundo deverá passar de 1,5 mil milhões em 2008 para 2,2 mil milhões em 2013, 43 por cento dos quais na Ásia e 17 por cento na China.
A previsão foi hoje divulgada pela Forrester Research, uma companhia independente especializada em estudos de mercado na área da tecnologia.
"Apesar da desaceleração económica global, um número crescente de consumidores converte-se anualmente à Internet", sublinha a analista Zia Daniell Wigder, que prevê um crescimento de 45 por cento entre 2008 e 2013, de 1,5 para 2,2 mil milhões.
Geograficamente, o peso da Ásia vai reforçar-se - aumentando de 38 por cento para 43 por cento - enquanto que a América do Norte não terá mais que 13 por cento da população ligada e a Europa 22 por cento (contra, respectivamente, 17 por cento e 26 por cento em 2008). A América Latina deverá manter-se por volta dos onze por cento.
A China terá em 2013, ao ritmo de uma taxa de crescimento de onze por cento ao ano, 377,1 milhões de internautas, ou seja 17 por cento dos internautas em todo o mundo, o que a colocará à frente dos Estados Unidos (260,5 milhões).
A par dos Estados Unidos, os principais países industrializados registarão nos próximos cinco anos fracas progressões (entre um e três por cento ao ano), muito atrás do Médio Oriente e África (+13 por cento), onde o Irão, Egipto e Nigéria estarão no pelotão da frente.
Na Europa, o crescimento será dinamizado pelos países menos ligados, como a Itália, Espanha, Rússia ou Turquia, segundo o estudo.


