A Internet está entre um número recorde de 237 indivíduos e organizações nomeadas este ano para a atribuição do Prémio Nobel da Paz.
A nomeação da Internet foi impulsionada pela versão italiana da revista de tecnologia “Wired”, por ter contribuído para o “diálogo, debate e consenso”.
O director do Instituto Nobel, Geir Lundestad, confirmou à BBC que a organização recebeu “milhares de nomeações”, umas apenas para uma pessoa e outras para 10 e até 100.
Como a organização é muito sigilosa em relação às pessoas escolhidas, nunca é divulgada a lista dos nomeados, mas por vezes alguns elementos do júri anunciam as suas preferências. Foi isso que aconteceu neste caso: a galardoada com o Nobel da Paz de 2003, Shirin Ebadi, e também Nicholas Negroponte, fundador do projecto dos portáteis a cem dólares e membro do júri, já fizeram saber que apoiam a nomeação da Internet.
As nomeações podem ser oficializadas por antigos laureados, membros de governos nacionais e professores universitários seleccionados, entre outras pessoas.
Na shortlist para o Prémio Nobel da Paz contam-se ainda a activista dos direitos humanos russa Svetlana Gannushkina e o activista chinês Liu Xiaobo.
A lista final será decidida pelo Comité Nobel Norueguês - que anualmente entrega os galardões da paz - no seu primeiro encontro do ano, a 9 de Março.
O anúncio do vencedor está marcado para o dia 8 de Outubro, disse Lundestad.
O último Nobel da Paz foi entregue ao Presidente norte-americano Barack Obama.
De acordo com a BBC, ainda não é claro quem é que aceitaria o prémio caso a Internet vença o galardão, mas uma forte hipótese é o britânico Sir Tim Bernards-Lee, mundialmente conhecido por ser o “pai” da World Wide Web.
A organização Internet pela Paz argumenta que, caso o Nobel da Paz seja entregue à Internet, então o prémio seria o equivalente a “um Nobel para cada um de nós”, cita a BBC.


