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Após os atentados de Bombaim

Índia quer controlar chamadas via Internet por questões de segurança

17.09.2009 - 14:43 Por Reuters

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A Índia levou a cabo uma reformulação dos seus sistemas de segurança após os ataques islamistas que abalaram a capital financeira do país em Novembro de 2008 A Índia levou a cabo uma reformulação dos seus sistemas de segurança após os ataques islamistas que abalaram a capital financeira do país em Novembro de 2008 (Richard Chung/Reuters)
As agências de segurança indianas recomendaram a proibição do uso de ferramentas online que permitem receber e realizar chamadas internacionais via Internet, alertando que isso compromete a segurança nacional. O problema ficou ainda mais visível depois dos atentados de Bombaim, em finais de Novembro de 2008, que fizeram mais de 160 vítimas mortais.

A Índia teme que grupos terroristas que operam a partir do estrangeiro possam usar a telefonia via Internet para ludibriar os sistemas de segurança durante o planeamento e a execução de ataques, indicaram fontes oficiais indianas, citadas pela Reuters.

Diversas empresas tecnológicas – incluindo o Skype, a Google, a Yahoo e o Windows Live – oferecem serviços de VOIP (Voice Over Internet Protocol). Qualquer proibição poderá afectar a vida a milhões de indianos que usam estas ferramentas para fazer e receber chamadas, substancialmente mais baratas que as tradicionais.

“Uma vez que é impossível apanhar o rasto das chamadas telefónicas através da Internet a partir de países estrangeiros, pedimos ao Departamento de Telecomunicações que bloqueie essas chamadas até que esteja criado um sistema [de segurança”], indicou um agente sénior do departamento indiano de serviços secretos, que não quis ser identificado.

O ministro indiano das Telecomunicações, Siddharth Behura, confirmou que foram feitos alguns pedidos a alguns operadores online para “bloquearam determinadas chamadas”, mas recusou-se a fornecer mais detalhes.

A Índia levou a cabo uma reformulação dos seus sistemas de segurança após os ataques islamistas que abalaram a capital financeira do país em Novembro de 2008. Especialmente depois de a polícia ter avançado que os terroristas e os cérebros da missão terrorista de 2008, com base no Paquistão, terem mantido várias conversas telefónicas via Internet.

“Por demasiadas vezes os terroristas que nós detivemos confessaram que receberam instruções do estrangeiro através de sistemas de Internet”, indicou Rakesh Maria, um polícia sénior de Bombaim.

No ano passado, a Índia já se tinha mostrado preocupada com o facto de alguns e-mails enviados através dos populares telemóveis Blackberry não poderem ser detectados nem interceptados. A empresa que fabrica os telemóveis e as operadoras locais terão entretanto chegado a um acordo, respeitando as novas directivas de segurança indianas, após os ataques.

A Índia está igualmente a considerar aprovar uma nova lei que impõe a fiscalização de todo o material de telecomunicações que seja importado para o país, a fim de se assegurar que esse material não irá abrir brechas na segurança nacional.

Entre Janeiro e Março deste ano, 130 milhões de minutos de chamadas de telefone via Internet foram feitas na Índia, de acordo com a autoridade que regula as telecomunicações na Índia.

A associação indiana de fornecedores de Internet (ISPAI) já fez saber que irá acatar todos os pedidos das autoridades. “Nós não acreditamos que as agências de segurança indianas estejam contra a telefonia via Internet. Elas só querem que actuem sob determinadas regras”, indicou Naresh Ajwani, secretário-geral da ISPAI.

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A tanga

17.09.2009 - 16h56 - edite, almada Acho bem que não haja um controlo sobre as chamadas, ao fim e ao ...

Virus

17.09.2009 22:18

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