Só custa 35 dólares, pouco mais de 27 euros. Pretende ser um computador para estudantes com um preço acessível a todos os extractos sociais.
O projecto foi apresentado esta semana pelo ministro do Desenvolvimento e Recursos Humanos da Índia, Shri Kapil Sibal, e está desenhado especialmente para estudantes.
O ministro afirmou, em comunicado de imprensa, que já iniciou conversações com várias empresas mundiais de produção e desenvolvimento de computadores para que o portátil mais barato do mundo seja produzido à escala global.
O objectivo futuro passa por baixar ainda mais o preço. Sibal pretende que nos próximos tempos o computador venha a custar 20 dólares e que, a longo prazo, esse preço se fixe nos 10 dólares.
Aos princípios defendidos pelo ministério da Educação indiano - “Acessibilidade, Igualdade e Qualidade” - juntou-se agora o Ministério do Desenvolvimento e Recursos Humanos.
Na nota de imprensa emitida pelo governo da Índia, lê-se que o propósito final é “proporcionar conectividade entre todas as escolas e universidades facilitando o acesso dos professores e alunos aos equipamentos tecnológicos e conteúdos digitais.”
O computador, um dispositivo com ecrã táctil, tem o Linux como sistema operativo, tem capacidade para realizar videoconferências, e foi realizado com o intuito de incorporar novos componentes de hardware e software, de acordo com as necessidades dos utilizadores.
Segundo Kapil Sibal, o portátil, que foi desenvolvido pelas principais instituições tecnológicas do país em conjunto com o governo, será introduzido nas instituições educativas a partir de 2011.
A Índia gasta cerca de três por cento do seu orçamento anual com a educação escolar e, nos últimos anos, tem feito esforços para aumentar a taxa de alfabetização. Segundo dados da Unicef - o fundo das Nações Unidas para a Infância - dos 1.200 milhões de cidadãos, 66 por cento da população consegue ler e escrever.


