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Toshiba de fora

HP e JP Sá Couto na corrida aos “novos Magalhães”

11.03.2010 - 13:00 Por Lusa

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A escolha da JP Sá Couto tem sido alvo um inquérito parlamentar A escolha da JP Sá Couto tem sido alvo um inquérito parlamentar (PÚBLICO (arquivo))
A empresas HP e JP Sá Couto estão interessadas no concurso público internacional para o fornecimento de 250 mil novos computadores portáteis do programa e-escolinha, cujo prazo para a entrega de propostas termina esta sexta-feira.

A HP está interessada neste concurso, disse à agência Lusa fonte da empresa.

Também a JP Sá Couto, que forneceu os 400 mil portáteis Magalhães da primeira fase do concurso, já elaborou uma proposta. “A JP Sá Couto concorreu” e “elaborou uma proposta dentro do preço do concurso e com soluções técnicas adequadas”, disse fonte da empresa de Matosinhos.

A mesma fonte acrescentou que a “JP Sá Couto espera serenamente pelo resultado final deste concurso, acreditando, tal como acontece noutros países, que a sua solução é a melhor para educação”.

A Toshiba, que inicialmente tinha demonstrado interesse no concurso acabou por decidir não participar.

O “valor por equipamento fixado pelo concurso veio a revelar-se insuficiente para suportar a aquisição, a instalação e manutenção dos equipamentos fornecidos durante o seu ciclo de vida útil”, explicou o director-geral da Toshiba, João Amaral.

A Lusa contactou, sem sucesso, a Acer que, em Janeiro, afirmou estar interessada no concurso.

O prazo para a entrega de propostas para o concurso do programa e-escolinha, que terminava no dia 23 de Fevereiro, foi prorrogado até sexta feira, na sequência “dos pedidos de esclarecimento e das dúvidas levantadas pelos concorrentes”, explicou o Ministério da Educação, escusando-se a avançar se já tinha recebido alguma proposta.

Lançado no início de Janeiro, este concurso prevê a fornecimento e garantia técnica, por três anos, de 250 mil computadores portáteis para os alunos do 1.º ciclo do ensino básico, num investimento de 50 milhões de euros por parte do Governo, 45 milhões dos quais financiados pelo Orçamento do Estado.

A primeira fase do programa e-escolinha gerou polémica depois de o fabrico dos computadores Magalhães ter sido atribuído sem concurso público à JP Sá Couto.

Na sequência desta polémica, a Fundação para as Comunicações Móveis, que gere o programa e-escolinha, está a ser alvo de uma comissão eventual de inquérito parlamentar, que tem como objectivo saber em que moldes foi adjudicado o fornecimento dos computadores Magalhães à JP Sá Couto.

O ex-ministro Mário Lino (cujo ministério era responsável pelo acordo com os operadores de comunicações envolvidos) e o ex-coordenador do Plano Tecnológico, Carlos Zorrinho, afirmaram que a empresa de Matosinhos foi escolhida pelos operadores e não pelo Governo.

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Pensei que a Sá Couto com a primeira remessa de Magalhães já tivesse pago os ...

António Magalhães

12.03.2010 05:11

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