A tecnológica HP desistiu de concorrer ao concurso público internacional para o fornecimento de 250 mil novos computadores portáteis do programa e.escolinha por razões de “viabilidade financeira”.
“Chegámos a ter a proposta praticamente pronta, mas por razões financeiras, não avançámos. Não conseguimos ver viabilidade financeira para avançar”, afirmou à Lusa o responsável comercial da área de computação pessoal da HP, Manuel Correia.
O responsável disse que, segundo o caderno de encargos do concurso, “as características do equipamento eram muito adequadas àquilo que era o projecto anterior”, fazendo com que os “fornecedores tivessem de se adaptar àquilo que já foi o programa passado, o e-escolinha”.
Manuel Correia disse ainda que “o custo total da unidade não cabia dentro daquilo que era o orçamento para o concurso”.
“O caderno de encargos define um preço de 50 milhões de euros para 250 mil unidades – o que dá um custo de 200 euros por unidade –, o que é muito apertado para tudo o que é pedido. Requeria investimento da nossa parte e o volume de investimento era demasiado alto para o retorno que poderíamos vir a ter, portanto decidimos não avançar”, explicou.
Depois da Toshiba, a HP é a segunda empresa a desistir deste concurso, cujo prazo para a entrega de propostas termina na sexta-feira.
Na corrida ao fornecimento dos novos computadores do programa e-escolinha está agora a JP Sá Couto, que forneceu os 400 mil portáteis Magalhães da primeira fase do concurso.
“A JP Sá Couto concorreu” e “elaborou uma proposta dentro do preço do concurso e com soluções técnicas adequadas a este”, disse esta semana à Lusa fonte oficial da empresa de Matosinhos.


