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Empresa acredita que ainda há muito para fazer

Google revela funcionalidades para pesquisa mais inteligente

13.05.2009 - 11:36 Por João Pedro Pereira, Marlene Carriço

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Na era da Web 3.0, os motores de busca darão melhroes respostas Na era da Web 3.0, os motores de busca darão melhroes respostas (PÚBLICO)
Numa altura em que muitos analistas dizem que o Twitter pode vir a competir com a Google no mercado da busca online, a empresa está a apostar na chamada tecnologia semântica da Web para melhorar os resultados das pesquisas feitas pelos utilizadores.

A empresa apresentou publicamente novas funcionalidades de pesquisa, que estão ainda em fase experimental e que pretendem analisar melhor a informação já existente online e apresentar resultados mais relevantes.

Uma das novas funcionalidades extrai informação dos sites e apresenta-a estruturada sob a forma de tabela numa folha de cálculo. O serviço poderá, por exemplo, servir para comparar o preço de vários produtos.

"A corrida [no mercado] da procura está longe de ter acabado e a inovação e melhoria contínuas são absolutamente cruciais", disse à BBC Marissa Mayer, da Google, acrescentando que "a pesquisa está apenas na infância. Os nossos engenheiros estão preocupados com aquilo que é o próximo grande avanço na pesquisa e como o conseguir", disse Mayer.

Os investigadores da empresa estão a trabalhar no que muitos dizem ser a próxima geração da Web: a Web semântica, assim chamada porque se pretende que os computadores sejam capazes de compreender o significado do que é apresentado nos sites.

Actualmente, uma página Web é quase indecifrável para os motores de busca, que se concentram sobretudo na identificação de palavras-chave. Num site de venda de livros, por exemplo, um motor de busca como o Google não consegue associar um determinado preço à descrição do produto e à respectiva imagem da capa – algo que é evidente para o cérebro humano.

Se os computadores por trás dos motores de busca conseguirem encontrar este tipo de relações em páginas Web, poderão mais eficazmente corresponder às intenções de pesquisa dos utilizadores.

Outro passo importante – e muito complexo – neste processo é fazer com que os computadores entendam a linguagem humana, o que permitiria não apenas para interpretar o que está escrito em páginas Web, mas também para poder compreender perguntas formuladas pelos utilizadores em linguagem corrente, que deixavam assim de estar dependentes apenas de palavras-chave.

Com mais de 63 por cento do mercado americano (em Portugal, o Google é o motor de busca preferido pela esmagadora maioria dos cibernautas), quando o rival Yahoo tem 20 por cento, a Google disse que não se podia dar ao luxo de descansar sobre os louros conquistados para construir o motor de busca perfeito. Apesar da sua liderança no mercado, a empresa sabe, explicou Mayer à BBC, que os utilizadores têm a mudança para outras alternativas a "um clique de distância".

O Twitter, a ferramenta que permite o envio de curtas mensagens e que se tem vindo a popularizar, é um dos serviços que poderá vir a competir no mercado da busca, aproveitando a imensa quantidade de informação que os utilizadores disponibilizam a cada segundo.

Notícia actualizada às 17h20

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