• TENS, a produtora de conteúdos que levou dois portugueses para Barcelona
  • Programa de rádio a partir do Hospital Júlio de Matos
  • Há fanáticos de tudo, até da Eurovisão

Internet

Google Buzz criticado por violação de privacidade

17.02.2010 - 16:09 Por Susana Almeida Ribeiro

  • Votar 
  •  | 
  •  9 votos 
Na passada quarta-feira, o Buzz apareceu automaticamente nos e-mails da Google Na passada quarta-feira, o Buzz apareceu automaticamente nos e-mails da Google (Reuters/Stringer)
O Google Buzz tem sido alvo de várias críticas desde que foi lançado, na semana passada. Ao fazer introduzir o Buzz nas contas de Gmail dos seus utilizadores, o gigante tecnológico quis competir directamente com o Facebook e com o Twitter no âmbito das redes sociais, mas acabou por gerar uma onda de indignações.

Uma semana depois do lançamento do Google Buzz, a Electronic Privacy Information Centre (EPIC), um grupo norte-americano de defesa da privacidade na era digital, pediu aos legisladores americanos que investiguem o novo serviço que, basicamente, transforma o Gmail numa rede social, acusando-o de violar o direito de privacidade dos utilizadores.

A EPIC quer que o Buzz se transforme num serviço completamente independente e deixe de utilizar a lista de contactos privada do Gmail para compilar listas usadas na criação da nova rede social, para além de solicitar que o utilizador passe a ter um “controlo significativo” sobre os seus dados pessoais.

“Isto é mais um golpe nas expectativas de privacidade dos utilizadores. A Google não deveria aproveitar-se da informação pessoal dos utilizadores para criar uma rede social que eles não pediram”, declarou o director-executivo da EPIC, Marc Rotenberg.

A EPIC já formalizou a sua queixa junto da Federal Trade Commission (FTC - Comissão Federal do Comércio).

O Buzz permite a partilha de sites, vídeos e fotografias. Tem integrada uma funcionalidade de conversação em tempo real. Permite enviar mensagens, ter uma lista de seguidores e acompanhar o que outras pessoas escrevem. O conteúdo partilhado pode ser público ou privado.

Duas mudanças desde a apresentação do serviço

Desde que lançou o novo produto, a Google já teve, por duas vezes, de fazer mudanças no serviço, a fim de aplacar as críticas às violações ao direito à privacidade dos utilizadores.

As autoridades canadianas estão igualmente a investigar se o Buzz viola ou não o direito dos utilizadores à privacidade.

“A Google ainda não fez o suficiente” para aplacar as críticas, indicou por seu lado, à BBC, uma das responsáveis do EPIC, Kimberly Nguyen. “O Twitter é um site de networking social e as pessoas sabem em que é que se estão a meter. Com o Gmail, os utilizadores disseram que sim a um serviço de e-mail, mas não a um serviço de networking social”, indicou Nguyen.

Na passada quarta-feira, o Buzz apareceu automaticamente nos e-mails da Google. A empresa não revela quantas contas activas tem o seu serviço de e-mail, mas a empresa Comscore assegura que o serviço recebe 176 milhões de visitas únicas por mês.

Aquilo que a EPIC exige é que a Federal Trade Commission obrigue a Google a perguntar previamente aos utilizadores do seu serviço de mail se querem ou não ter o Buzz acoplado. Os queixosos querem igualmente que a FTC “exija ao Google que notifique e peça autorização aos utilizadores do Gmail antes de fazer mudanças às suas políticas de privacidade no futuro”.

Desde que foi lançado que o Google Buzz tem sido alvo de várias críticas relacionadas com a privacidade dos seus utilizadores. A característica do serviço que mais críticas suscitou foi aquela que dá automaticamente aos utilizadores uma rede já constituída de amigos, com base no critério dos contactos mais usados.

Os defensores da privacidade online argumentam que a lista de contactos das pessoas fica, desta maneira, exposta e que isso poderá ter sérias implicações para alguns profissionais.

Os engenheiros da Google já substituíram a característica de “auto-follow” por uma outra que apenas sugere quem se poderá/deverá seguir no Buzz, mas que, ainda assim, faz recair no utilizador o fardo de ter de bloquear seguidores não desejados.

A Google apressou-se a pedir desculpa e indicou que agiu rapidamente para aplacar as críticas, tendo introduzido uma nova opção, mais visível, para permitir a desactivação do serviço.

“Se se tornar claro que as pessoas acham que ainda não fizemos o suficiente, faremos mais mudanças”, disse Todd Jackson, do Google Buzz, citado pela BBC. O mesmo responsável indicou ainda que as pessoas têm todo o direito de ficar chateadas e que a empresa lamenta muito os inconvenientes causados.

Estatísticas

  • 15 leitores
  • 9 comentários

URL desta Notícia

http://publico.pt/1423138

Comentário + votado

Porque?????

Violação de privacidade?? Por quê??? As fotos das pessoas são para ser vistas! Os amigos são para ...

Manel

18.02.2010 09:28

X

Mais em Tecnologia (5 de 5 artigos)

Anúncios em vídeo chegam amanhã à imprensa portuguesa