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Google acusa China de interferir com o Gmail

21.03.2011 - 09:45 Por Agências

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“O problema não está do nosso lado. Já confirmamos isto de forma extensiva", notou a Google “O problema não está do nosso lado. Já confirmamos isto de forma extensiva", notou a Google (Reuters)
O Google acusou a China - país onde se regista uma forte censura à Internet - de interferir com o seu popular serviço de e-mail Gmail, a fim de tentar aplacar um movimento dissidente inspirado na Revolução do Jasmim, ocorrido na Tunísia e que deu origem à revolta no Mundo Árabe.

De acordo com o gigante americano, os internautas chineses têm vindo a queixar-se cada vez mais de problemas nas suas contas de Gmail, quando por exemplo querem enviar mensagens ou marcá-las como não lidas.

Mesmo após o sismo no Japão, a aplicação lançada pelo Google para ajudar internautas de todo o mundo a encontrarem familiares e amigos foi alvo de interferências, indica o gigante norte-americano.

“O problema não está do nosso lado. Já confirmamos isto de forma extensiva. Isto é obra de um bloqueio governamental cuidadosamente planeado para que pareça que o problema está do lado do Google”, disse um porta-voz da empresa numa nota oficial citada pelo “The Guardian”.

Contactada pelo mesmo jornal, a embaixada da China em Washington não esteve disponível para nenhum comentário.

Já no dia 11 de Março o Google tinha indicado, através de num post publicado no blogue oficial da empresa, ter detectado “alguns ataques altamente dirigidos e, aparentemente, politicamente motivados contra os seus utilizadores” chineses. “Acreditamos que os activistas são um grupo-alvo específico”.

Em Janeiro, o Google tinha igualmente dito ter sido vítima de ataques altamente sofisticados vindos do interior da China contra contas de Gmail de activistas dos direitos humanos chineses. Em Fevereiro, dezenas de activistas políticos foram detidos na China depois de começarem a circular mensagens anónimas apelando a uma Revolução do Jasmim no país.

A mensagem foi criada depois de o Presidente chinês, Hu Jintao, ter pedido mais controlo para evitar a agitação social.

A China é um dos países com maior controlo da Internet. Sites como o Facebook e o YouTube, por exemplo, estão bloqueados.

De acordo com uns telexes recentes divulgados pela WikiLeaks, a China tem uma relação de amor-ódio com a Internet. Por um lado as autoridades adoram o facto de poderem ir buscar online toda a espécie de informações sobre os rivais económicos mundiais, e por outro odeiam o facto de a Internet ser uma ameaça ao controlo férreo com que o Partido Comunista Chinês governa o país.

Os telexes revelam igualmente as repetidas tentativas das autoridades de pressionarem a Google para que obedeça à censura imposta no país.

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Nada disso

A Google saiu da China por causa de não querer ceder à censura, se tivesse cedido não seria alvo ...

Pedro

22.03.2011 21:01

X

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Esta decisão acontece depois de, em 2007, o mesmo ICANN ter bloqueado a pré-aprovação do domínio .xxx Nome de domínio .xxx aprovado pelo ICANN