Os gémeos Winklevoss, que processaram o fundador do Facebook acusando-o de se ter apoderado de uma ideia deles para criar a rede social, vão ter de se contentar com o acordo já assinado – e que significa um pagamento que ronda hoje os 200 milhões de dólares.
Cameron e Tyler Winklevoss foram colegas de Zuckerberg em Harvard. Afirmam que contrataram o fundador do Facebook para trabalhar com eles num site e que este lhes roubou a ideia para criar aquela que é hoje a mais popular rede social do mundo.
Os Winklevoss puseram Zuckerberg em tribunal e em 2008 chegaram a um acordo extra-judicial, em que receberiam 20 milhões em dinheiro e ainda acções do Facebook (que não está cotado em bolsa) num valor que então se estimou ser de 45 milhões.
Os queixosos, porém, argumentam que Zuckerberg os enganou quanto ao valor das acções no processo de entendimento e voltaram a recorrer à justiça – que não lhes deu razão.
“Os Winklevoss não são os primeiros a serem ultrapassados por um concorrente e a procurar ganhar em litígio o que não conseguiram no mercado. E os tribunais poderiam ter atendido, não tivessem os Winklevoss chegado a um acordo (...). Com a ajuda de uma equipa de advogados e de um consultor financeiro, fizeram um acordo que parece ser muito favorável à luz da actividade recente do mercado”, lê-se na decisão do tribunal.
Com base na valorização do Facebook calculada com base em capital investido na empresa, as acções entregues aos gémeos na sequência do acordo fizeram a compensação total ser catapultada para um valor a rondar os 200 milhões de dólares, estima a agência Bloomberg.
Entretanto, Paul Ceglia – com quem Zuckerberg trabalhou em alguns projectos durante 2003 e 2004 e que no ano passado veio alegar que tinha direito a uma fatia maioritária do Facebook – divulgou, num documento entregue aos tribunais, e-mails que alega terem sido trocados entre ele e o fundador do Facebook.
Segundo a versão de Ceglia, os acordos com Zuckerberg dão-lhe o direito a uma larga fatia da empresa. O Facebook já afirmou que a queixa não tem fundamento e disse que Ceglia tentou um acordo extra-judicial, que terá sido recusado.


