Facebook suspende temporariamente autorização de partilha de telefone e morada com programadores

18.01.2011 - 14:59 Por Susana Almeida Ribeiro
Depois da onda de críticas à notícia que o Facebook tinha dado autorização aos programadores de aplicações para pedirem aos utilizadores autorização para ficarem com os seus números de telefone e as suas moradas, a rede social voltou atrás nesta sua decisão.
Tinha ficado a saber-se ontem que, na passada sexta-feira, o Facebook tinha dado autorização a terceiros intervenientes a possibilidade de estes ficarem com o número telefónico dos utilizadores e das suas moradas. Isto, claro está, sempre que os utilizadores dessem a sua autorização quando confrontados com esta situação.
Esta medida foi, porém, tão criticada que um responsável do Facebook, Douglas Purdy, veio dizer que - apesar de temporária - a rede social irá suspender esta modalidade (facilmente observada na imagem que acompanha este artigo, no segundo tópico a bold) até que os utilizadores consigam tomar uma decisão mais bem informada acerca da partilha dos seus dados, escreve o Mashable.com.
A empresa de segurança Sophos já imediatamente dizer - após o anúncio da partilha de números de telefone e moradas com programadores - que esta permissão poderia fazer aumentar o perigo de roubo de identidades.
Uma vez que esta suspensão é apenas temporária, eis o que poderá fazer para não correr riscos: não entre nem aceite aplicações ou então remova o seu telefone e a sua morada das suas informações de contacto.
A polémica rebentou ontem, depois de ter sido noticiado que o programador Jeff Bowen tinha explicado no Facebook Develope Blog a forma como os criadores de aplicações poderiam passar a ter acesso a uma informação tão cobiçada como são os contactos reais dos utilizadores do Facebook. “Estamos agora a tornar a morada e o número de telemóvel dos utilizadores acessíveis como parte do objectivo User Graph”, escreveu Bowen. “Como se trata de informação sensível, criámos as novas permissões user_address e user_mobile_phone. Estas permissões têm de ser explicitamente autorizadas pelos utilizadores através das nossas mensagens de autorização standard”.
O problema é que muitas pessoas não se apercebem o que estão realmente a autorizar quando carregam no botão “allow” das páginas intersticiais, antes de chegarem à aplicação.
O Facebook sempre teve uma política muito permissiva de acesso aos dados dos seus utilizadores e tem sido criticado, em diversas ocasiões, à conta desse mantra corporativo que pede a exposição forçada dos seus utilizadores.
Por causa desta política de abertura, no passado dia 31 de Maio esta rede social com mais de 500 milhões de utilizadores foi alvo da iniciativa “Quit Facebook Day”. Estima-se, porém, que nesse dia apenas 33 mil pessoas tenham desistido do site.

