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Facebook remove imagem de Rebecca Gomperts, activista do barco do aborto

30.12.2011 - 19:21 Por Mariana Correia Pinto

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Activista que esteve em Portugal em 2004 acusa Facebook de censura Activista que esteve em Portugal em 2004 acusa Facebook de censura (Foto: Nuno Ferreira Santos)
A imagem do perfil de Facebook de Rebecca Gomperts, conhecida activista dos direitos das mulheres, foi esta sexta-feira removida da rede social, refere o "site" da organização pró-aborto “Women on Waves”.

A imagem continha informações sobre como praticar o aborto com segurança - recorrendo a um medicamento com efeito abortivo - em países onde o aborto é ilegal.

“Ao remover a imagem do perfil, o Facebook incorre na violação do Artigo 19 da Declaração Universal dos Direitos do Homem”, lamenta a presidente da associação. A activista holandesa disponibilizou o “screenshot” da remoção da imagem de perfil da sua página e apela aos defensores dos direitos da mulher para que colem a mensagem na página do seu perfil.

A médica holandesa ficou conhecida em Portugal quando, em 2004, foi impedida pelas autoridades portuguesas de entrar nas águas territoriais nacionais com o “barco do aborto”, numa altura em que a interrupção voluntária da gravidez era ainda ilegal no país.

Women on Waves é uma organização que defende os direitos das mulheres e que viaja com um navio por águas internacionais, atracando em países onde a interrupção voluntária da gravidez é considerada crime.

Telemedicina

O objectivo é fazer campanha de prevenção de gravidezes indesejadas e realizar procedimentos abortivos em águas internacionais (onde legislações que proíbem o aborto não são aplicáveis) através de pílulas. Em 2005 foi fundada também a Women on Web, um serviço de telemedicina que providencia pílulas abortivas a mulheres que vivem em países onde a prática é ilegal.

Na Europa, o navio já passou por países como Portugal, Irlanda, Polónia e Espanha. Fez também campanha pela América do Sul, África, Ásia e Médio Oriente.

A interrupção voluntária da gravidez pode ser feita legalmente em Portugal desde 2007, depois de ter sido aprovada por referendo, e pode ser realizada por opção da mulher nas primeiras dez semanas de gravidez, calculadas a partir da data da última menstruação.

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Comentário + votado

Holandesa para a Holanda

E eu a pensar que a censura era só para os activistas de direita, afinal toca a todos. A essa ...

Claudio Gomes

30.12.2011 20:01