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Educação

Estudantes dinamarqueses vão poder consultar a Internet durante os exames

06.11.2009 - 15:37 Por PÚBLICO

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Durante os exames, os alunos podem aceder a qualquer página que desejem Durante os exames, os alunos podem aceder a qualquer página que desejem (Nelson Garrido)
Na Dinamarca, os estudantes finalistas do ensino secundário vão poder consultar a Internet durante os seus exames finais. A medida foi autorizada pelo Governo e o sentimento geral é de que os alunos são suficientemente sérios para poderem usufruir desta medida sem copiarem. Os chats e a troca de e-mails durante o exame estão, obviamente, proibidos.

Um total de 14 liceus da Dinamarca estão já a testar este novo sistema de exames com consulta e todas as escolas do país foram convidadas a juntar-se a esta nova modalidade até 2011.

Durante os exames, os alunos podem aceder a qualquer página que desejem, mesmo à da rede social Facebook, adianta a BBC, desde que não escrevam mensagens. Os chats e a troca de e-mails, quer seja entre os alunos quer seja com pessoas do exterior, estão proibidos.

A Dinamarca é um país modelar no que toca à absorção de novas tecnologias. Há mais de uma década que os alunos estão autorizados a escrever as suas respostas no computador, podendo prescindir da entrega das respostas em papel.

O governo dinamarquês defende que se a Internet está tão omnipresente na vida quotidiana dos dinamarqueses, então deverá igualmente fazer parte das aulas e dos exames.

Sanne Yde Schmidt, que coordena este projecto numa das escolas pioneiras, em Copenhaga, disse à BBC: “Se queremos ser uma escola moderna e ensinar aos alunos coisas que são relevantes para eles na vida moderna, temos que os ensinar a usar a Internet”.

Uma das principais preocupações das pessoas que estão a coordenar o projecto é, obviamente, a possibilidade de os alunos poderem copiar. Mas Schmidt diz que a solução é confiar nos alunos. De todo o modo, quem for apanhado a copiar pode ser expulso. “Nós confiamos neles. Eu acho que a percentagem de pessoas que copiam é muito baixa porque as consequências são muito graves”, Sanne Yde Schmidt.

Os professores consideram igualmente que este tipo de exames com consulta deixa de obrigar os estudantes a “regurgitar” factos e números, dando-lhes em vez disso a oportunidade de analisarem a informação que lhes é dada.

O ministro dinamarquês da Educação, Bertel Haarder, disse igualmente que os “exames têm que reflectir a vida em sociedade”. “A Internet é indispensável, incluindo no exame. Tenho a certeza que em poucos anos a maioria dos países europeus estarão na mesma situação”.

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O problema não está nos testes com pesquisa

O problema não é utilizar as máquinas de calcular, os computadores ou a internet. ...

HV

06.11.2009 17:28

X

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