Cartografia online

Empresa francesa de cartografia acusa Google Maps de abuso de posição dominante

30.07.2009 - 11:51 Por PÚBLICO

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Apesar de poder ser acusada de abuso de posição dominante, a Google Maps tem sido alvo de várias críticas na sua versão Street View Apesar de poder ser acusada de abuso de posição dominante, a Google Maps tem sido alvo de várias críticas na sua versão Street View (DR)
A empresa francesa de cartografia Bottin acusa o serviço Google Maps de concorrência desleal e abuso de posição dominante, anunciou o presidente da empresa gaulesa, Michel Mani.

A Google oferece mapas das cidades de forma gratuita, o que, na opinião de Mani, “não respeita as regras do jogo” e converte o gigante da informática num “predador” que pretende “abusar da sua posição dominante”. O presidente da Bottin acusa a Google de querer acabar com o negócio de todas as empresas que actuam neste sector que regista um crescimento anual superior a 30 por cento.

A empresa Bottin considera que o gigante norte-americano pratica “concorrência desleal” porque não cobra pelo seus serviços, com o intuito de expulsar do mercado – palavra da empresa – os concorrentes mais pequenos e, uma vez alcançado esse objectivo, recolher todas as receitas publicitárias.

A Google contra-argumenta que entre 2005 e 2007 testou a versão beta do seu serviço de mapas, que não incluía publicidade, para finalmente desenvolver uma aplicação definitiva onde, aí sim, já se podiam ver anúncios. Mas já passaram dois anos e a Google Maps ainda não cobra publicidade, refere a empresa americana.

A primeira audiência em tribunal – num processo em que a Bottin exige 500 mil euros de indemnização pelos danos causados ao seu negócio – terá lugar no próximo dia 16 de Outubro.

Apesar de poder ser acusada de abuso de posição dominante, a Google Maps tem sido alvo de várias críticas na sua versão Street View. Esta aplicação passou a disponibilizar fotografias de ruas de 25 cidade britânicas em Março passado, mas depressa rebentou a polémica, depois de várias pessoas (mais de 70 até ao momento) terem pedido para as suas imagens serem apagadas da ferramenta. Entre as fotografias que foram removidas estavam, por exemplo, a de um homem a vomitar na rua, a de outro homem a sair de uma “sex shop”, ou uma imagem onde a polícia efectuava uma detenção.

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