Mesmo depois de terem sido retirados, os anúncios de prostituição continuam a dar dores de cabeça ao Craigslist, o maior site de classificados dos EUA. O site foi ontem criticado pelo procurador-geral do estado de Nova Iorque por facilitar a formação de uma rede de prostituição.
Ontem, sete indivíduos foram acusados de publicitar uma rede de prostituição que abrangia toda a cidade de Nova Iorque através do Craigslist. De acordo com o escritório do procurador-geral, a rede, denominada de Room Service Entertainment, operou 24 horas por dia entre Junho de 2007 e Dezembro de 2008, empregando inúmeros telefonistas, motoristas e prostitutas. Os sete indiciados no caso poderão receber uma pena de máxima de 25 anos de cadeia.
"Até o Craigslist não se comprometer seriamente em colocar protecção verdadeira em funcionamento, continuará a ser um ambiente em que criminosos podem lucrar com impunidade”, disse ontem o procurador-geral de Nova Iorque Andrew Cuomo.
Jim Buckmaster, presidente executivo do site, defendeu-se das críticas, dizendo que estas actividades tiveram lugar “muito antes de o Craiglist ter eliminado os serviços eróticos e ter começado a analisar manualmente todos os anúncios na secção de serviços [para] adultos”. Os anúncios eróticos foram eliminados a semana passada, sob pressão das autoridades americanas, após uma prostituta de Boston que publicitava os seus serviços pelo site ter sido assassinada por um cliente.
Também ontem o site interpôs uma providência cautelar a Henry McMaster, procurador-geral do Estado da Carolina do Sul. Buckmaster afirmou que as constantes ameaças de processo levantadas pelo procurador entram em conflito com a sua liberdade de expressão. Nos últimos tempos, McMaster tem tentado pôr fim às actividades do site na Carolina do Sul, por permitir anúncios de prostituição.


