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Sites oficiais já estiveram em baixo

Coreia do Sul alvo de terceira vaga de ciberataques

09.07.2009 - 17:18 Por PÚBLICO

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Funcionários do Centro para a Segurança da Internet da Coreia, em Seul, têm trabalhado para minimizar os efeitos dos ataques Funcionários do Centro para a Segurança da Internet da Coreia, em Seul, têm trabalhado para minimizar os efeitos dos ataques (Reuters)
A Coreia do Sul sofreu hoje uma nova vaga de ataques a alguns dos seus sites, incluindo sites governamentais. Os EUA também já foram atacados esta semana – e a Coreia do Norte foi acusada de estar por trás da ofensiva.

Os sites do Departamento do Tesouro dos EUA, dos serviços secretos e da bolsa de Nova Iorque estão entre os que foram afectados pelos ataques ao longo dos últimos dias. O site da Casa Branca também foi atacado, mas, dado que é um alvo frequente de piratas informáticos, as medidas de segurança que habitualmente protegem o site conseguiram resistir.

Já na Coreia do Sul, os sites da Presidência da República, do ministro da Defesa e da Assembleia Nacional chegaram a estar terça-feira em baixo. O acesso a alguns sites de bancos e a portais coreanos também foi comprometido.

Os ataques que têm sido desferidos ao longo desta semana chamam-se ataques de negação de serviço e são relativamente simples. Através de software malicioso instalado em milhares de computadores (cujos utilizadores nem sequer sabem estar a tomar parte numa ofensiva informática), os atacantes fazem uma avalanche de pedidos de acesso aos sites escolhidos. Como resultado, o acesso ao site por utilizadores legítimos torna-se lento ou mesmo impossível.

Tanto os ataques aos sites americanos como aos sites sul-coreanos provêm da mesma rede de computadores.

Os serviços de espionagem sul-coreanos já acusaram a Coreia do Norte de estar por trás dos ataques. Mas, como é típico nestas situações, é muito difícil apurar responsabilidades.

Este tipo de ataques é feito de uma forma distribuída, através dos vários computadores infectados com o software malicioso. Estes computadores, contudo, podem estar em qualquer parte do mundo e não necessariamente no mesmo país onde estão os autores do ataque.

Situações como as registadas esta semana na Coreia do Sul podem deixar muitos utilizadores sem acesso a serviços importantes (como os de home banking) e privar alguns sites das receias publicitárias geradas pelos visitantes.

Os ciberataques, contudo, podem ir muito além da simples negação de serviço. Ofensivas tecnicamente mais complexas podem levar ao controlo de sistemas vitais, como, por exemplo, a gestão hospitalar ou o abastecimento de electricidade. Os EUA admitiram no início deste ano que um pirata conseguiu instalar software na rede eléctrica do país, mas não houve consequências.

Os ciberataques são há vários anos uma preocupação para muitos países. Em 2007, receberam grande atenção mediática os ataques a sites da Estónia, com as autoridades estonianas a acusarem os russos de serem os responsáveis. Moscovo sempre negou qualquer acção do género.

Os EUA queixam-se também frequentemente de ciberataques, particularmente vindos da China.

Notícia corrigida às 17h23

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Comentário + votado

Estou siderado!

Ze Pagode... parabens! Finalmente encontro alguem que sabe o que diz! Contrastando com o maremoto ...

Ostojo

14.07.2009 03:35

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