O Governo de Pequim disse hoje que as recentes acusações americanas que dão a China como responsável por ciberataques são “infundadas” e visam "denegrir" o país.
“A acusação de que o Governo chinês participou em ciberataques, de forma explícita ou implícita, é infundada e visa denegrir a China”, afirmou à agência noticiosa chinesa um porta-voz do Ministério da Informação e Tecnologia, citado pela Agence France Press.
Os EUA estão desde a semana passada a pedir explicações pelos ataques a e-mails de activistas de direitos humanos que levaram a Google a fazer a ameaça de abandonar o mercado chinês.
Depois de uma declaração, na sexta-feira, que avisava que as acusações americanas eram falsas e podiam deteriorar as relações com a China, esta é a segunda vez que Pequim nega veementemente qualquer responsabilidade nos ataques.
Entretanto, um representante da agência chinesa responsável pela cibersegurança do país anunciou que não recebeu qualquer informação oficial da Google sobre os ataques de que a multinacional se queixa. E acusa a empresa de ter tido um comportamento “não profissional”.
A Google nunca relacionou directamente os ataques às autoridades de Pequim, mas anunciou que foram a gota de água que a levou a decidir que só continuaria a operar no país se a versão chinesa do motor de busca não fosse censurada, como agora acontece. A empresa – que fez questão de comunicar o caso à administração americana mesmo antes de o tornar público – ainda não tomou uma decisão final, apesar de a China já ter dito que não mudaria qualquer política de cibercensura.


