A Comissão Europeia impôs ao fabricante norte-americano de processadores Intel uma multa recorde de 1060 milhões de euros, a maior até agora decretada pela União Europeia. A sanção imposta ao gigante mundial ficou a dever-se às práticas monopolistas adoptadas, com o objectivo de expulsar do mercado os seus concorrentes, nomeadamente a AMD.
“A Intel prejudicou milhões de consumidores europeus ao actuar deliberadamente, durante muitos anos, para excluir os seus concorrentes do mercado dos microprocessadores”, afirmou a comissária europeia para a Concorrência, Neelie Kroes, ao anunciar a decisão.
A Intel, líder de mercado, recorreu a práticas que Bruxelas considera ilegais, como fortes descontos e pagamentos a fabricantes de computadores para que não usassem processadores da AMD. A empresa também pagou ao retalhista Media Markt para que vendesse apenas computadores equipados com processadores Intel. O Executivo europeu exige o fim imediato dessas práticas.
A sanção de 1060 milhões de euros representa 4,5 por cento do volume de negócios da Intel em 2008. A multa representa menos de metade do máximo que o Executivo europeu poderia impor, que seria o equivalente a 10 por cento do volume de negócios da empresa durante o ano passado.
Até agora, a multa mais elevada imposta pela Comissão Europeia por abuso de posição dominante tinha sido aplicada à Microsoft em 2004, que ascendeu a 497 milhões de euros. Posteriormente, a UE impôs outras duas sanções ao gigante informático, de 280,5 milhões e de 899 milhões por incumprimento das medidas correctoras que tinha decretado.
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