Apple lança update para acabar com geolocalização indesejada nos iPhones

05.05.2011 - 11:15 Por PÚBLICO
Está resolvida a controversa falha no software de iPhones e iPads, que levava estes dispositivos a armazenar durante um ano as coordenadas geográficas dos seus utilizadores. É a Apple que o assegura, depois de nesta quarta-feira ter lançado o iOS 4.3.3, uma actualização do sistema operativo.
A geolocalização vai deixar de ser, como até aqui, descarregada directamente para o iTunes, que está a disparar um pop up a dar conta da actualização assim que os aparelhos são sincronizados. O espaço reservado para esta informação é reduzido na nova versão e será mesmo apagado quando o serviço de geolocalização é desligado.
A Apple demorou uma semana a reconhecer o problema publicamente e uma segunda a resolvê-lo, mesmo a tempo da audiência de responsáveis da Apple no sub-comité para a privacidade em dispositivos móveis do Senado norte-americano, agendada para dia 10. (A Google também será ouvida e, de resto, o sistema operativo da Microsoft inclui a mesma funcionalidade.)
A recolha destes dados terá começado em Junho do ano passado, com a versão 4 do sistema operativo iOS. Em Abril, um engenheiro de software e um astrónomo descobriram que o iPhone e o iPad com conectividade 3G estavam a registar a localização dos utilizadores num ficheiro guardado nos aparelhos e nos computadores com que estão sincronizados.
Este tipo de dados são recolhidos por operadores de telecomunicações, mas só são acessíveis mediante ordem judicial. “O problema mais imediato é que os dados são guardados no computador num formato que é fácil de ler. Qualquer outro programa ou qualquer utilizador com acesso ao computador pode lê-los”, sublinharam os dois investigadores na altura.
“A Apple não está a registar a localização do seu iPhone. Nunca o fez e não tem planos para o fazer”, contrapôs a empresa. Os ficheiros com coordenadas geográficas são uma base de dados de pontos de acesso a Internet sem fios e de células de redes móveis, “algumas das quais podem estar localizadas a mais de 100 milhas [160 quilómetros] do seu iPhone”, explicou a Apple. O objectivo seria permitir ao iPhone determinar o local em que se encontra “rapidamente e com precisão”.

