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Solha, atum, bacalhau, lagostim, entre outros

WWF diz que alguns dos pratos de peixe mais populares na Europa resultam da pesca ilegal

27.09.2006 - 20:34 Por PUBLICO.PT

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Alguns dos pratos de peixe mais famosos na Europa são cozinhados com espécies gravemente ameaçadas pela sobre-exploração e pesca ilegal, como a solha, atum, bacalhau e o lagostim, alerta a organização WWF, num novo relatório.
A WWF aconselha os consumidores a procurarem produtos com o rótulo Marine Stewardship A WWF aconselha os consumidores a procurarem produtos com o rótulo Marine Stewardship (Vasco Célio/Lusa (arquivo))

O relatório “Fish Dish – Exposing the Unacceptable face of Seafood” analisou seis dos pratos mais populares na Europa e alertou os governos para serem mais rigorosos na gestão das pescas.

No caso da solha (Pleuronectes platessa), cerca de 80 por cento de algumas capturas no Mar do Norte são rejeitadas borda fora, já mortas, porque são demasiado pequenas ou menos valorosas do que o resto do pescado.

Para pescar espadarte (Xiphias gladius), os navios capturam, involuntariamente, tubarões. A WWF estima que morram cem mil destes animais todos os anos.

“Nem tudo o que é apanhado nas redes chega à mesa do jantar”, disse Justin Woolford, responsável pela campanha de pescas europeias da WWF. “O rasto da destruição deixado pela pesca industrial deve ser detido ou as crianças ficarão com um oceano vazio”.

A captura total de bacalhau diminuiu 70 por cento nos últimos 30 anos. Se os recursos pesqueiros continuarem a descer ao ritmo actual, “não haverá mais bacalhau do Atlântico [Gadus morhua] dentro de 15 anos”.

Perto de um terço de todas as capturas de atum-do-sul (Thunnus maccoyii), utilizado para o sushi e sashimi, provêm de pesca ilegal, desregulada. A maioria por frotas da União Europeia.

A pesca do marisco, usado nas espanholas “paelhas”, também deixa as suas marcas no ambiente marinho. No caso do lagostim (Nephrops norvegicus), a pesca de arrasto devasta o fundo do mar e as espécies que nele habitam, como as estrelas do mar e vários crustáceos.

“Apesar dos graves problemas nas frotas da Europa, os pescadores responsáveis estão a trabalhar muito para garantir um futuro para os famosos pratos de peixe europeus e para a indústria da pesca”, acrescentou Woolford. “A melhor forma para os consumidores identificarem os peixes e mariscos pescados de forma responsável é através do rótulo Marine Stewardship”.

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