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Deslocações estavam suspensas há um mês

Voos charters para o México retomados hoje

15.06.2009 - 09:20 Por Alexandra Campos

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Os operadores entenderam que estavam reunidas as condições para retomar os voos Os operadores entenderam que estavam reunidas as condições para retomar os voos (Adriano Miranda)
A declaração de pandemia de gripe pela Organização Mundial de Saúde (OMS) na quinta-feira não assustou os operadores turísticos que, tal como estava planeado, retomam hoje os charters para o México (Riviera Maya), um mês e meio após a suspensão dos voos para este país onde os primeiros casos da doença surgiram, em Abril.

A taxa de ocupação do voo que sai de Lisboa (há outro que vem de Madrid e faz escala na capital portuguesa) é da ordem dos “80 por cento"”, adianta João Barbosa, da rede de agências de viagens portuguesa Best Travel, que decidiu levar agentes de viagens e jornalistas para demonstrar que a situação é normal e segura na Riviera Maya e restabelecer a confiança dos turistas neste que é um dos destinos de férias mais populares em Portugal. Nos dois voos devem ir cerca de 250 portugueses, estima João Barbosa. Uma equipa do PÚBLICO segue num dos charters.

Os operadores entenderam que estavam reunidas as condições para retomar os voos porque a procura restabeleceu-se à medida que as pessoas foram percebendo que a nova gripe "não tem as dimensões nem as consequências que inicialmente se temiam", explica o porta-voz da Associação Portuguesa das Agências de Viagens, Paulo Brehm.

Já há "bastante procura" graças também "às promoções muito agressivas" (o preço dos pacotes de férias baixou cerca de 50 por cento) e a maior parte das agências de viagens voltou a vender a Riviera Maya, que fica a mais de mil quilómetros da Cidade do México, o epicentro da doença, nota Paulo Brehm. Na próxima semana, devem partir já de Lisboa os dois voos charters habituais para esta região mexicana, prevê João Barbosa.

Apesar de ter elevado o nível de alerta para o máximo, devido à disseminação geográfica da nova estirpe do vírus H1N1, a OMS não recomendou restrições das viagens.

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