O jovem de 22 anos suspeito de ter matado a namorada confessou hoje ter cometido o crime com uma marreta, colocando depois o corpo da vítima num carro, que atirou a uma ravina junto à Barragem de Fagilde.
Ao Tribunal de Viseu, o jovem admitiu também que o relacionamento que mantinha com a namorada era conflituoso. A 17 de Novembro encontrou-se com a jovem no centro de Viseu com o propósito de “conversarem” e “fazerem as pazes”, seguindo depois para um pinhal, em Teivas, que ambos frequentavam.
Durante a manhã da primeira sessão de julgamento, o arguido admitiu que, neste mesmo pinhal e após discutirem, foi à bagageira do seu carro e pegou numa marreta, que adquiriu dias antes numa viagem a Madrid, “para assustá-la e parar com a discussão”.
O suspeito conta que a namorada o viu com a marreta na mão, mas que lhe disse não ter medo e já não querer mais nada com ele, virando-lhe as costas. “Ela virou-se e eu explodi para cima dela”, disse, admitindo ainda que há momentos em que explode e que destrói tudo o que lhe aparece na frente, apontando como exemplo uma situação em que atirou a sua mãe pelas escadas.
Arguido diz não admitir ser rejeitado
O jovem, que alegou não saber lidar com situações em que é contrariado ou rejeitado, disse ainda ao tribunal que tem uma vaga ideia de que desferiu duas pancadas na cabeça da namorada com a marreta.
Posteriormente, colocou-lhe um saco de plástico na cabeça, “para não ver como ela estava”, e arrastou-a pelas pernas para dentro do carro. O estudante contou que depois de ter feito vários quilómetros de carro seguiu em direcção à Barragem de Fagilde e, após uma tentativa de suicídio, atirou o carro a trabalhar, com o corpo da jovem, por uma ravina.
Durante a manhã, várias dezenas de pessoas concentraram-se na entrada e átrio do Tribunal de Viseu, à espera que o arguido entrasse.
Mãe da vítima tenta agredir arguido
Já durante a tarde, a mãe da jovem que foi assassinada tentou agredir o alegado autor do crime. A mãe da estudante prestou declarações na qualidade de assistente, aproveitando o microfone com tripé do Tribunal de Viseu para tentar agredir o arguido.
No final do seu depoimento, agarrou no microfone com tripé que atirou em direcção ao suspeito, acabando por acertar no ombro de um agente da Polícia de Segurança Pública que estava colocado entre o arguido e a mãe da jovem.
Na sala de audiência gerou-se alguma confusão, que obrigou ainda a que fosse retirado um familiar da vítima. O incidente não ficou registado em acta.


