O furacão "Rita" passou para a categoria 4 na escala de Saffir-Simpson (de 1 a 5), com ventos na ordem dos 217 quilómetros/hora. Cuba está já a sentir os efeitos deste furacão.
Os meteorologistas avisaram hoje que o furacão poderá atingir os estados do Luisiana e do Texas, o que pode motivar ordens de evacuação total nas cidades de Nova Orleães e de Galveston.
O secretário de Estado da Segurança Interna, Michael Chertoff, apelou hoje aos habitantes daquelas zonas para que cumpram os pedidos de evacuação. "A lição é que quando a tempestade chega, o melhor lugar para estar é fora do seu caminho", recordou Michael Chertoff, evocando os problemas em Nova Orleães.
O director interino da Agência Federal para as Emergências (FEMA), R. David Paulison, explicou que a agência tem aviões e autocarros para deslocar os residentes. Há equipas de salvamento e grandes quantidades de gelo, água e refeições pré-preparadas a caminho do Texas e da Florida.
O Presidente dos EUA, George W. Bush, depois de ter sido alvo de fortes críticas pela lentidão na reacção aos efeitos do "Katrina", assinou uma declaração de estado de emergência para a Florida e falou com o governador do Texas, Rick Perry, sobre o planeamento dos trabalhos durante a presença do "Rita" no Golfo do México.
Em Cuba as evacuações das regiões costeiras da ilha deslocaram 130 mil pessoas na região sul do estreito da Florida. Havana ficou sem gás, luz e água em vários bairros e algumas ruas foram inundadas pelas chuvas torrenciais. O aeroporto internacional está encerrado.


