O julgamento dos quatro portugueses, entre os quais o co-piloto Luís Santos, e seis venezuelanos detidos há um ano por suspeita de tráfico de droga na Venezuela começou hoje, depois de ter sido adiado 20 vezes.
A sessão estava marcada para as 10h30 mas só começou às 14h00 (19h00 de Lisboa) devido ao atraso de um dos advogados.
Na sessão estão presentes oito advogados e três representantes do Ministério Público, sendo que pela primeira vez as três portuguesas acusadas de tráfico de droga têm cada uma o seu advogado.
A conduzir os trabalhos está a juíza Maria Esther Roa, que viu o Tribunal Superior de Vargas negar o seu pedido para sair do caso por motivos pessoais.
A sessão está a ser aberta na 3ª secção do tribunal de Macuto em vez da 1ª pelo facto de a transferência ter sido anulada pela recondução de Maria Roa.
A próxima sessão terá de ser marcada até um máximo de dez dias, para não se perder a continuidade do processo.
O caso remonta a finais de Outubro do ano passado, quando quatro portugueses - o co-piloto Luís Santos e as três passageiras de um avião a jacto particular -, e seis venezuelanos foram acusados pelo Ministério Público venezuelano de tráfico de estupefacientes.
Foi a própria tripulação do avião que encontrou no aparelho e denunciou às autoridades um carregamento de quase 400 quilos de cocaína com destino a Portugal.
O processo envolvia ainda o piloto e a hospedeira da aeronave, que foram libertados nos primeiros dias de Novembro, enquanto o co-piloto Luís Santos permanece em prisão domiciliária desde Dezembro passado, depois de um período de dois meses numa cadeia local.
As três passageiras continuam presas numa cadeia venezuelana.


