O cardeal Javier Lozano Barragán, responsável pela área da saúde no Vaticano, afirmou que o Papa João Paulo II teve alta hospitalar cedo de mais na última vez que esteve internado e pediu que os clínicos "não tenham pressa".
De acordo com os media italianos, quando João Paulo II foi hospitalizado com uma gripe, os médicos aconselharam-no a permanecer internado por mais uns dias, mas foi o Papa quem decidiu que tinha chegado o dia de regressar ao Vaticano.
Duas semanas mais tarde, o Papa sofreu uma recaída da gripe que tinha motivado a sua primeira hospitalização e teve que ser submetido a uma traqueotomia.
O cardeal Lozano Barragan diz que está surpreendido pela forma como o Papa está a reagir a esta nova operação e afirma que as notícias que chegam do hospital são animadoras.
"Ver a forma como está a reagir faz com que encaremos o seu futuro e o futuro da Igreja de forma optimista", acrescentou o cardeal, depois de o Papa ter ontem assomado à janela do hospital, numa atitude que surpreendeu os fiéis que velavam pela sua saúde à porta da clínica.
Sobre a possibilidade de o Papa não poder falar nos próximos dias, o presidente do Conselho Pontifício para a Saúde afirmou que "há muitas formas de comunicar".
"A palavra demissão não faz parte do vocabulário do Santo Pdre. Continuará em frente até que Deus queira", concluiu Barragan.


