Vários edifícios danificados após sismo no Chile

14.11.2007 - 18:44 Por PUBLICO.PT, com AFP e Reuters
O sismo de magnitude 7,7 na escala de Richter que se registou hoje no Norte do Chile, e que chegou suscitar um alerta de tsunami nas costas chilena e peruana, danificou vários edifícios na região de Antofagasta, não havendo, para já, indicação sobre a existência de quaisquer vítimas.
O departamento de Sismologia da Universidade do Chile avançou que o abalo, que ocorreu às 12h43 locais (15h43 em Lisboa) teve o seu epicentro 35 quilómetros a este da cidade de Tocopilla, a norte de Antofagasta, e a cerca de 1600 quilómetros a norte de Santiago, a capital do país. Segundo informações do Ministério do Interior chileno, Tocopilla foi a cidade mais afectada pelo sismo. Registado a uma profundidade de 60 quilómetros, o tremor de terra ocorreu numa zona de minas de cobre, pouco habitada.
“Estamos ainda a registar os danos. De momento, não temos registos de feridos, apenas danos menores em certos edifícios”, afirmou o porta-voz do Governo chileno, Ricardo Lagos Weber.
Segundo uma rádio chilena, citada pela AFP, o aeroporto de Antofagasta ficou danificado, obrigando à retirada de funcionários e passageiros do aeródromo por precaução. Em Calama e Arica, cidade chilena fronteiriça com o Peru, o sismo provocou o corte no abastecimento de electricidade e provocou o pânico entre a população.
Imagens divulgadas pela CNN mostraram alguns edifícios danificados em Antofagasta, entre eles um hotel, cuja cobertura da entrada principal ruiu sobre uma viatura que se encontrava estacionada.
Na zona das minas de cobre (o Chile é o maior produtor do mundo deste metal), as informações sobre possíveis vítimas entre mineiros e danos no interior das explorações são praticamente inexistentes. A empresa Codelco, propriedade do Estado chileno, disse que não existem quaisquer dados sobre o efeito que o sismo teve nas suas minas, indicação repetida pela Escondida, a maior exploração mineira de cobre do mundo.
O Centro de Vigilância Sismológica dos EUA (USGS) chegou a anunciar um alerta de tsunami, explicando que “um sismo com tal magnitude tem potência para gerar um tsunami devastador que pode atingir as costas na região próxima do epicentro nos minutos ou horas que se seguem ao sismo”. Apesar da forte intensidade do abalo, que se sentiu na Argentina e na Bolívia, o USGS avançou que não há qualquer sinal de tsunami na região e que o alerta vai ser retirado.
Em Buenos Aires, o instituto argentino de prevenção sísmica avançou que um abalo de 4,5 na escala de Richter foi sentido na cidade de San Juan, na zona Oeste do país. Na Bolívia, o sismo foi sentido nos edifícios mais altos de La Paz, sem que fossem verificados quaisquer danos.

