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Operações da PJ no primeiro semestre

Valor das transacções financeiras suspeitas já quintuplicou em relação a 2005

10.11.2006 - 15:43 Por Lusa

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Alípio Ribeiro disse que no primeiro semestre foram cancelados transacções no valor de quase 17,2 milhões de euros Alípio Ribeiro disse que no primeiro semestre foram cancelados transacções no valor de quase 17,2 milhões de euros (André Kosters/Lusa (arquivo))
Só no primeiro semestre deste ano, as investigações sobre criminalidade financeira levaram a Polícia Judiciária a propor o cancelamento de transacções financeiras num valor quase cinco vezes superior ao registado em 2005, anunciou hoje o director nacional da PJ.

"Nos primeiros seis meses deste ano foram propostos cancelamentos de transacções no valor total de quase 17,2 milhões de euros", disse Alípio Ribeiro, num seminário sobre "A prevenção da fraude financeira" promovido pelo Instituto de Formação Bancária.

Ao longo de 2005, foram propostos cancelamentos no valor de 3,7 milhões de euros.

No âmbito das investigações de fraude financeira, a fraude fiscal continua a surgir como o tipo de infracção mais frequente, totalizando 116 das 200 infracções confirmadas em 2005.

A tendência mantém-se este ano, já que no primeiro semestre, das 126 infracções confirmadas 60 foram de fraude fiscal.

Este aumento "muito substancial" dos números traduz, segundo Alípio Ribeiro, a maior actividade da unidade da PJ dedicada à luta contra o crime económico e financeiro e a prevenção da fraude, mas também "é mérito da muita e cada vez melhor informação" que as instituições financeiras fazem chegar a essa unidade.

Os dados revelam também a crescente cooperação internacional, já que, se em 2005 a PJ recebeu 104 pedidos de informação/cooperação e solicitou 173, nos primeiros seis meses deste ano já apresentou 160 solicitações e recebeu 47 pedidos.

O director nacional da PJ defendeu, aliás, que no mundo globalizado, a cooperação e a formação "são essenciais" na prevenção da fraude e branqueamento de capitais, "uma actividade hoje central para a autoridade policial e judiciária".

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Comentário + votado

Como sempre a culpa vai morrer solteira...

Como sempre a culpa vai morrer solteira e a montanha vai parir um rato...

Anónimo

10.11.2006 19:01

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