O Tribunal de Gondomar absolveu nesta quinta-feira o presidente da câmara local, Valentim Loureiro, que estava acusado por burla qualificada no âmbito de um processo relacionado com o negócio milionário da Quinta do Ambrósio.
O Tribunal de Gondomar considerou não estarem reunidas todas as provas desse crime.
Já os restantes arguidos, José Luís Oliveira, vice-presidente da autarquia, Jorge Loureiro, filho do Major e Laureano Gonçalves, advogado fiscalista foram condenados a uma pena de um ano e dez meses de prisão suspensa na sua execução por branqueamento de capitais.
António Ramos Neves, advogado, foi condenado a um ano e seis meses de prisão suspensa também por branqueamento de capitais. O advogado assim como Jose Luis Oliveira e Laureano Gonçalves foram também
Valentin Loureiro estava acusado de um crime de burla qualificada em co-autoria no caso da Quinta do Ambrósio.
Em causa está uma operação de compra e venda de um terreno (a chamada Quinta do Ambrósio) que, no espaço de seis dias, deixou de ser do domínio da RAN (Reserva Agrícola Nacional) e passou a ter capacidade construtiva, quadruplicando o seu valor patrimonial.
Pela venda do terreno, a proprietária, Ludovina Prata, recebeu 1,072 milhões de euros e, menos de um ano depois, o terreno veio a ser comprado pela STCP, SA (Serviços de Transportes Colectivos do Porto) por quatro milhões de euros. O negócio, segundo a acusação, terá rendido aos arguidos cerca de três milhões.
Notícia actualizada às 15h40


