Ex-presidente do Benfica

Vale e Azevedo detido em Londres

08.07.2008 - 12:12 Por Lusa, PÚBLICO

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 (PÚBLICO (arquivo))
João Vale e Azevedo, ex-presidente do Benfica, foi detido esta manhã em Londres pelas autoridades britânicas, avançou a agência Lusa. Segundo um porta-voz da política britânica, Vale e Azevedo foi detido na esquadra de Belgravia, em Londres, em cumprimento do mandado de detenção europeu.

A mesma fonte acrescentou que a detenção foi feita por "elementos da divisão de extradições da polícia britânica".

O antigo presidente "encarnado" apresentou-se na esquadra londrina "a uma hora combinada", tendo comparecido ao mesmo tempo "os elementos policiais da divisão de extradição na sequência do mandado de detenção europeu por fraude", explicou o porta-voz à Lusa.

Vale e Azevedo será ainda hoje presente ao tribunal de Westminster.

O Tribunal da Boa-Hora, em Lisboa, condenou Vale e Azevedo, em Outubro de 2006, a sete anos e meio de prisão pela prática dos crimes de falsificação e burla qualificada.


Extradição de Vale e Azevedo pode chegar aos lordes

A Câmara dos Lordes pode vir a intervir na avaliação da pertinência do mandado de detenção europeu emitido contra João Vale e Azevedo ( J.V.A.), ex-presidente do Benfica, para cumprir a pena de prisão a que foi condenado no Tribunal da Boa Hora, na acção em que era queixoso Dantas da Cunha. Aquela instituição funciona como última instância de recurso no Reino Unido, a exemplo do que sucede em Portugal com o Supremo Tribunal de Justiça.


Aquele cenário não foi excluído por juristas contactados pelo PÚBLICO, que salientaram o facto de o mandado de detenção europeu ter sido transposto para a legislação interna dos países membros da União Europeia com algumas resssalvas.


J.V.A. viu indeferida pelo juiz titular do processo Dantas da Cunha a contestação da legalidade do mandado de detenção. O despacho rejeitou que a emissão do mandado só devesse ocorrer após ser feito o cúmulo jurídico das penas a que J.V.A. foi condenado. O juiz diz ainda que a soma das quatro condenações parcelares de J.V.A. é de 18 anos, realçando que o cúmulo das penas oscilará entre os seis e os 18 anos, devendo o arguido ter de passar mais tempo na cadeia até poder beneficiar da liberdade condicional. Em resposta a um esclarecimento das autoridades judiciais do Reino Unido, o juiz invoca a complexidade dos autos para justificar a demora de dez anos para a decisão do caso Dantas da Cunha e que o ex-presidente do Benfica foi punido com seis anos de prisão.

António Arnaldo Mesquita (Público, 28.06.2008)

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Vale o que vale

Não percebo como é que o Público afina pelo diapasão de um "Correio da Manhã" ou de um "24 Horas". ...

daniel santos

08.07.2008 19:45

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